O Ibovespa não para de surpreender. Nesta quinta-feira, o índice ampliou o rali, superando os 175 mil pontos e renovando máximas históricas. Para quem acompanha o mercado, a pergunta que não quer calar é: até onde essa euforia pode nos levar?

O que está turbinando o Ibovespa?

Vários fatores estão contribuindo para esse momento positivo. O principal deles é o alívio no cenário internacional. As tensões entre Estados Unidos e Europa diminuíram, com o presidente americano, Donald Trump, recuando em suas declarações sobre a Groenlândia e tarifas. Isso injetou ânimo nas bolsas mundiais, e o Brasil, claro, pegou carona.

Além disso, o mercado já começa a precificar as eleições de 2026. A expectativa de mudança no governo, com a chegada de um nome mais alinhado ao mercado, tem impulsionado principalmente as ações de empresas ligadas a investimentos e infraestrutura. É como se o mercado antecipasse um futuro promissor para essas empresas, impulsionado por políticas mais favoráveis.

Não podemos esquecer, claro, do câmbio. O real, que andava meio cabisbaixo, tem mostrado sinais de recuperação frente ao dólar, o que também anima os investidores. Afinal, um real mais forte significa mais poder de compra e menos pressão inflacionária.

Morgan Stanley aposta em Ibovespa a 250 mil

O otimismo é tanto que o Morgan Stanley divulgou um relatório pra lá de animador. A instituição financeira vê potencial para o Ibovespa subir até 46% até o fim de 2026, o que levaria o índice aos 250 mil pontos. É como se o banco estivesse sinalizando um período de forte valorização para o mercado acionário brasileiro.

Segundo o banco, o Brasil pode estar entrando em um ciclo de alta mais longo, impulsionado por mudanças no cenário geopolítico global, o fim do ciclo de alta de juros no Brasil e a possibilidade de um novo governo após as eleições de outubro de 2026.

Quais ações se beneficiam?

O Morgan Stanley destaca que, desde janeiro de 2025, ações mais associadas à expectativa de um novo governo, com perfil mais pró-mercado e foco em investimentos, subiram 59% em dólar. Ou seja, o mercado já está dando sinais de quais setores podem se beneficiar de uma eventual mudança no cenário político.

E o dólar?

Enquanto o Ibovespa voa, o mercado de câmbio segue atento aos sinais da economia global e local. O dólar, que vinha em uma trajetória de alta, tem mostrado certa estabilidade, o que contribui para o bom humor na B3. A relação entre Ibovespa e dólar frequentemente se comporta como um cabo de guerra, onde a valorização de um pode exercer pressão sobre o outro.

Cautela nunca é demais

É importante lembrar que, apesar do otimismo, o mercado financeiro é cheio de surpresas. Imprevistos acontecem, e o que está bom hoje pode não estar amanhã. Por isso, a velha e boa dica de diversificar os investimentos continua valendo. Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta, como diria a sua avó. E, claro, procure se informar e analisar bem os riscos antes de tomar qualquer decisão.

No momento, o Ibovespa segue firme e forte, surfando a onda do otimismo. Mas, como dizem os surfistas, é preciso estar atento à maré para não levar um caldo. Acompanhe de perto o mercado, fique de olho nas notícias e, acima de tudo, invista com consciência.