Se você piscou, perdeu. A semana no mercado financeiro teve de tudo um pouco: expansão bancária para gringo ver, empresa vendendo o almoço para pagar o jantar, promessa de emagrecimento turbinando ações, Mercosul patinando e a volta de um velho conhecido no mercado de petróleo. Bora ao resumo?

Inter agora é "gringo" nos States

O Inter (INTR) acaba de dar um passo importante na sua estratégia de internacionalização. O banco digital recebeu o sinal verde das autoridades americanas para operar como banco nos Estados Unidos, mais especificamente na Flórida. Com a licença do Florida Office of Financial Regulation (OFR) e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o Inter poderá abrir uma agência em Miami e oferecer seus serviços para clientes internacionais a partir da sua base americana.

A jogada é interessante: o Inter busca diversificar suas operações, ter acesso a funding (financiamento) em dólar e expandir sua base de clientes para além das fronteiras brasileiras. É um passo importante para consolidar sua presença no mercado global. E não está sozinho nessa: BTG Pactual e Nubank também já possuem autorização para operar como banco por lá.

CSN no "desapega"? Mercado não curtiu muito

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) anunciou um plano de venda de ativos para tentar reduzir sua dívida, que está pesando no balanço da empresa. A ideia é levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões com a venda do controle da sua operação de cimento e de participações no braço de infraestrutura. O montante representa cerca de metade da dívida atual do grupo.

A reação do mercado, no entanto, não foi das melhores. As ações da CSN (CSNA3) fecharam em forte queda após o anúncio, o que mostra uma certa cautela dos investidores em relação à estratégia da empresa. É aquela história: vender ativos importantes pode ajudar a reduzir a dívida no curto prazo, mas também pode impactar a capacidade de geração de receita da empresa no futuro. É como se a CSN estivesse liquidando parte de seu patrimônio para pagar as contas – precisa ser uma decisão bem pensada.

Pílula anti-obesidade turbina ações da Novo Nordisk

Quem está feliz da vida é a Novo Nordisk, farmacêutica dinamarquesa que lançou nos Estados Unidos uma pílula para tratamento da obesidade. Os dados iniciais de demanda pelo novo remédio foram tão positivos que as ações da empresa dispararam mais de 8%.

O medicamento, uma versão oral do famoso Wegovy, promete revolucionar o tratamento da obesidade e já está fazendo sucesso entre os americanos. Analistas do banco de investimentos TD Cowen, citados pela Exame Invest, avaliaram o desempenho inicial do medicamento como positivo, mas ressaltaram que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas sobre a demanda. De qualquer forma, o mercado já está apostando alto no potencial do novo remédio. Afinal, quem não quer emagrecer sem precisar de injeção?

Mercosul e União Europeia: as negociações continuam...

Mais um capítulo da novela Mercosul x União Europeia foi escrito nesta semana, e adivinha? Sem final feliz. As negociações para um acordo comercial entre os dois blocos continuam emperradas, e as perspectivas de um desfecho positivo no curto prazo são cada vez menores.

As divergências em relação a questões ambientais e agrícolas seguem sendo o principal obstáculo para o acordo. A União Europeia exige mais compromissos do Mercosul em relação à preservação da Amazônia, enquanto os países sul-americanos resistem a abrir seus mercados para produtos agrícolas europeus. Ou seja, a briga continua, e o acordo, por enquanto, fica só na promessa.

Venezuela volta ao radar do petróleo

Depois de anos de sanções e crise econômica, a Venezuela está tentando voltar ao jogo no mercado de petróleo. Com a flexibilização das sanções impostas pelos Estados Unidos, o país sul-americano está buscando atrair investimentos estrangeiros para aumentar sua produção de petróleo e reativar sua economia.

Ainda é cedo para saber se a Venezuela conseguirá recuperar o protagonismo que já teve no mercado de petróleo, mas o fato é que o país voltou a ser um player relevante no cenário global. E com a instabilidade geopolítica no mundo, qualquer mudança no mercado de petróleo pode ter um impacto significativo nos preços e na economia global. Fique de olho!