O mercado financeiro brasileiro fechou as portas nesta terça-feira com novidades agitando o mundo dos negócios. De IPO bilionário a aquisições bilionárias, passando por mudanças de controle societário, o dia foi agitado. Vamos ao resumo?
JBS de olho no mercado americano
A JBS, gigante do setor de proteínas, pode estar prestes a dar um passo importante em sua estratégia de expansão internacional. A possibilidade de inclusão no índice Russell 1000, que reúne as 1.000 maiores empresas dos Estados Unidos, animou o mercado. Analistas do Santander acreditam que essa entrada pode ser um divisor de águas para a companhia, tanto que o banco reforçou a recomendação de compra para os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da empresa, negociados por aqui.
Para quem não está familiarizado, BDRs são certificados que representam ações de empresas estrangeiras e são negociados na B3, permitindo investir nessas empresas sem abrir conta no exterior. E no caso da JBS, o otimismo parece justificado: o Santander elevou o preço-alvo para o final de 2026 de US$ 14,67 para US$ 17,00.
Segundo o banco, a entrada no Russell 1000 poderia atrair um fluxo de investimentos de cerca de US$ 800 milhões para a JBS. É um volume considerável de investimento! Desde que a empresa listou suas ações nos EUA, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) subiu 12%, superando em 20% a média histórica dos últimos cinco anos. Será que agora vai?
PicPay ruma à Nasdaq
O banco digital PicPay está se preparando para estrear na bolsa americana, a Nasdaq, no próximo dia 29. Os detalhes da oferta de ações foram divulgados hoje, e a expectativa é que a operação movimente entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,6 bilhões, dependendo do preço final das ações. O intervalo de preço está estimado entre US$ 16 e US$ 19 por ação. As apresentações para investidores já começaram em Nova York.
A oferta inicial será de 26,3 milhões de ações, representando cerca de 21% da companhia. Mesmo com a abertura de capital, a J&F Participações, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, continuará no controle do PicPay. A operação já nasce com uma âncora de US$ 75 milhões, ou seja, já tem investidor garantido.
Para quem gosta de acompanhar o mercado de IPOs, essa pode ser uma oportunidade interessante. Mas lembre-se: toda estreia na bolsa envolve riscos, e é fundamental analisar os fundamentos da empresa antes de investir. Como sempre digo, diversificar é a chave para proteger seus investimentos, seja em ações, fundos imobiliários ou renda fixa atrelada ao IPCA.
Netflix quer Warner Bros. Discovery
A Netflix está disposta a tudo para turbinar seu catálogo e acirrar a disputa no mercado de streaming. A empresa melhorou sua oferta para adquirir os estúdios de cinema e TV da Warner Bros. Discovery, propondo um pagamento 100% em dinheiro. A oferta revisada mantém a avaliação de US$ 27,75 por ação e busca acelerar o processo de votação dos acionistas.
Essa investida da Netflix intensifica a disputa com a Paramount Skydance pelo controle do grupo de entretenimento. No início de dezembro, a Netflix havia lançado uma proposta avaliada em US$ 82,7 bilhões, incluindo dívidas. A mudança para pagamento integral em dinheiro pode ser uma estratégia para tornar a oferta mais atraente e garantir a aprovação dos acionistas da Warner.
E a Sabesp?
Mudando um pouco de assunto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a transferência do controle da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e da Pirapora Energia para a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A Sabesp está com tudo!
O diretor Gentil Nogueira já havia adiantado seu voto favorável à venda na semana passada. Atualmente, essas duas empresas são detidas pela Phoenix Água e Energia.
Um dia de decisões
Enfim, um dia de decisões importantes no mundo corporativo. E como sempre, o mercado financeiro segue seu ritmo, com oportunidades e desafios para todos os tipos de investidores. Fique de olho nos seus investimentos, diversifique sua carteira e, acima de tudo, invista com consciência!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.