A segunda-feira amanheceu com investidores do Banco Master finalmente vendo a cor do dinheiro novamente. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou o pagamento da garantia para cerca de 150 mil clientes que já deram entrada no pedido de ressarcimento. É um alívio, sem dúvida, mas a novela do Master está longe de terminar.
Ressarcimento em conta: alívio parcial
O FGC estima que 800 mil credores têm direito ao ressarcimento, e até o domingo (18), 369 mil pedidos já haviam sido registrados. O pagamento está sendo feito à vista, em parcela única, diretamente na conta do investidor. Se você está entre os que ainda não pediram, o prazo está aberto: pessoas físicas pelo app do FGC, e jurídicas pelo site.
A pergunta que não quer calar agora é: onde reinvestir essa grana? A tentação de buscar um CDB pagando mais pode ser grande, mas é bom lembrar que foi justamente essa busca por rentabilidade turbinada que colocou muita gente nessa situação. Como dizem por aí, às vezes o barato sai caro.
Federico Nobre, gestor de investimentos da Warren, em entrevista ao Seu Dinheiro, alertou para a importância de entender os riscos antes de sair aplicando. A lição do Banco Master, segundo ele, é que nem sempre a rentabilidade mais alta compensa o risco envolvido.
Cerco se fecha: Tanure tem bens bloqueados
Enquanto o FGC tenta amenizar o estrago para os investidores, a Justiça continua investigando as supostas fraudes ligadas ao Banco Master. A mais recente novidade é que o ministro Dias Toffoli, do STF, determinou o bloqueio de bens de Nelson Tanure, empresário ligado ao banco. A informação foi divulgada inicialmente pela Folha de S.Paulo.
O bloqueio é mais um capítulo na saga do Master e mostra que a situação de Tanure se complica a cada dia. Resta saber se o bloqueio será suficiente para cobrir eventuais prejuízos e se outros nomes serão implicados nas investigações.
BRB sob os holofotes: risco de nova crise?
E por falar em nomes implicados, o Banco de Brasília (BRB) também tem chamado a atenção do mercado. Depois de tentar comprar o Banco Master no ano passado (negócio barrado pelo Banco Central), o BRB acabou ficando com carteiras de crédito que levantaram suspeitas.
Nos últimos dias, surgiram rumores de que o BRB poderia precisar de uma injeção de capital bilionária para se manter de pé. A CNN chegou a noticiar que o banco precisaria de um aporte de até R$ 4 bilhões.
Diante da especulação, o BRB se pronunciou, negando a necessidade de um aporte. Em comunicado, o banco afirmou que sua situação financeira é sólida e que possui indicadores de solvência acima dos níveis regulatórios. Resta saber se o mercado vai acreditar na versão do BRB ou se a crise do Banco Master ainda vai respingar em outras instituições.
Um lembrete importante...
Em momentos de turbulência como este, é fundamental manter a calma e não tomar decisões precipitadas. Se você investiu no Banco Master, acompanhe de perto o processo de ressarcimento do FGC e procure orientação profissional para reinvestir o dinheiro da melhor forma possível. E se você investe em outras instituições, fique atento aos sinais e não hesite em buscar informações para proteger o seu patrimônio. Afinal, como diria a vovó, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.