Bom dia, investidor! A quarta-feira (21) chegou com novidades que prometem movimentar o pregão. Prepare o café e vamos direto ao que interessa, porque tempo é dinheiro, certo?

Mastercard no BRB e Westwing: Execução de dívida vira jogo societário

A notícia que pegou muita gente de surpresa: a Mastercard executou garantias ligadas a dívidas do Will Bank (controlada do Banco Master) e, de repente, virou acionista relevante do BRB (Banco de Brasília) e da Westwing, aquela plataforma de e-commerce de casa e decoração. É como se, de repente, você fosse cobrar um amigo e voltasse para casa com um participação nos lucros da empresa dele.

No caso do BRB, a Mastercard agora detém 6,93% do capital social, o que equivale a mais de 33 milhões de ações. Já na Westwing, a fatia é ainda maior: 31,87% do capital social. A empresa já informou que pretende vender essas ações e que não tem intenção de participar ativamente da gestão das empresas. Resta saber quem vai abocanhar esses pedaços e qual será o impacto disso nas ações do BRB, especialmente.

Dexco faz caixa com floresta

A Dexco (DXCO3), antiga Duratex, anunciou a venda de 1,2 milhão de metros cúbicos de madeira em pé. Para quem não está familiarizado com o termo, madeira em pé é a madeira ainda na árvore, pronta para ser cortada. A empresa informou que a venda faz parte de sua estratégia de desalavancagem, ou seja, de reduzir dívidas. É como se a Dexco estivesse vendendo parte do seu estoque de matéria-prima para colocar as contas em dia.

A empresa garante que a venda não vai impactar a produção de painéis de madeira, já que foi possível graças ao aumento da produtividade das florestas e a aquisições recentes. Vale lembrar que o Itaú Unibanco também anunciou recentemente um investimento de R$ 200 milhões em uma SPE (Sociedade de Propósito Específico) da Dexco no setor florestal.

Cogna (COGN3) decola em 2026

Enquanto algumas empresas estão se desfazendo de ativos, a Cogna (COGN3) parece estar em outro patamar. As ações da empresa acumulam alta de 15,51% em 2026, dando continuidade ao desempenho impressionante de 2025, quando valorizaram mais de 238%. É o tipo de performance que faz o investidor se perguntar se ainda dá tempo de entrar na festa.

No curto prazo, a ação parece estar em um período de consolidação, depois de testar a região de R$ 3,75. É como se o carro estivesse em marcha lenta, esperando o sinal verde para acelerar novamente. A análise técnica indica que o fluxo comprador ainda predomina, mas o mercado está aguardando um sinal para definir o próximo movimento.

Kraft Heinz: Warren Buffett repensa a receita?

A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, pode vender parte de sua participação na Kraft Heinz. A informação veio à tona em um prospecto arquivado na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA). Atualmente, a Berkshire detém 27,5% da empresa de alimentos, o que equivale a US$ 7,8 bilhões.

Buffett já admitiu que a fusão entre Kraft e Heinz, orquestrada por ele há uma década, não foi a melhor das ideias. A empresa tem enfrentado inflação e mudanças nos hábitos de consumo, com os consumidores se afastando dos alimentos embalados. A Berkshire já reduziu o valor de sua participação na Kraft Heinz em US$ 8,4 bilhões, de mais de US$ 17 bilhões no final de 2017. Será que Buffett está repensando a receita do sucesso?

IRB (IRBR3) tenta se reerguer

O IRB (IRBR3), que já foi uma das queridinhas do mercado, tenta se recuperar após uma série de escândalos e prejuízos. A resseguradora tem dado sinais de normalização e voltado a atrair investidores com lucros, solvência recorde e a perspectiva de voltar a pagar dividendos. É como se a empresa estivesse reconstruindo os alicerces para reconquistar a confiança do mercado.

E por hoje é isso. Fique de olho nas movimentações do mercado, acompanhe os seus investimentos e lembre-se: informação é poder. Bons negócios!