A Bolsa brasileira opera com fôlego renovado na manhã desta segunda-feira (29/06/2026). No mercado à vista, a Motiva Infraestrutura de Mobilidade S.A. (MOTV3) desponta como uma das maiores altas, impulsionada por uma nova recomendação do Citi. A ação operava com valorização de 0,77% em nosso sistema interno, mas no pregão, por volta das 10h35, já marcava um expressivo ganho de 2,28%, após o banco elevar sua recomendação para compra e o preço-alvo para R$ 15,60. Na visão do Citi, o mercado ainda não precifica totalmente os aditivos de contratos de rodovias e os novos investimentos previstos pela companhia.
Essa alta da Motiva me lembra um pouco o que vimos em meados de 2022, quando o setor de infraestrutura começou a atrair olhares com a perspectiva de novos leilões e concessões. Na época, muitas empresas apresentaram movimentos similares de recuperação após períodos de baixa percepção do mercado. O que chama atenção agora é a análise do Citi de que a gestão da Motiva está se preparando para uma melhor execução dos novos investimentos, o que pode controlar a alavancagem da empresa. A expectativa sobre o leilão da rodovia Régis Bittencourt, agendado para 23 de julho, também adiciona um tempero extra de otimismo.
O cenário para os minicontratos também mostra uma leve melhora. Segundo análise do BTG Pactual, o mini índice (WINQ26) subiu 0,92% e interrompeu uma sequência de quedas. O rompimento da média de 200 períodos no gráfico de 60 minutos é visto como um sinal de possível mudança de momentum no curto prazo. Apesar disso, os analistas do banco alertam para uma resistência relevante na faixa de 176.250 pontos, que pode limitar os avanços imediatos. Já o mini dólar (WDON26) segue em leve baixa de 0,09%, mantendo o padrão lateral, mas ainda preservando a tendência de alta no curto prazo acima das médias de 21 e 200 períodos.
O BTG Pactual também está de olho no Itaú Unibanco (ITUB4) para operações de swing trade. O banco recomenda a compra do papel com potencial de alta de 11,11%, mirando R$ 47,00. A análise técnica aponta que o ativo encontrou suporte próximo da média móvel de 200 dias e voltou a formar fundos mais altos, sinais clássicos de preservação da tendência de alta no longo prazo. Para quem busca ganhos mais rápidos, a Ágora Investimentos sugere a compra de C&A (CEAB3) em day trade, com potencial de ganho de 1,45%. As ações da varejista fecharam a última sexta-feira cotadas a R$ 11,02 e a recomendação é para buscar R$ 11,21.
Na minha leitura, o que esses relatórios do Citi, BTG e Ágora mostram é uma busca por valor no mercado brasileiro, mesmo com as resistências técnicas e as incertezas econômicas que sempre pairam no ar. As recomendações de compra para Motiva e Itaú Unibanco parecem focar nos fundamentos e em oportunidades de médio e longo prazo, enquanto a sugestão para C&A no day trade reflete uma aposta em movimentos intraday. O fato de o mini índice ter rompido a média de 200 períodos é um sinal técnico interessante, mas quem acompanha o mercado há tempo sabe que é preciso ter cautela com essa resistência mais forte que aparece logo na sequência. Lembro que em outros momentos, como no início de 2024, um rompimento similar nos minicontratos gerou uma alta mais sustentada, mas o contexto macroeconômico era ligeiramente diferente. A atual precificação da Motiva, segundo o Citi, sugere que o mercado pode estar deixando de lado oportunidades concretas de crescimento, o que é sempre um bom ponto de atenção para o investidor.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.