O Nubank (ROXO34) tem dado o que falar nas últimas semanas, e não é por novos produtos ou serviços disruptivos. As ações da fintech acumulam uma queda de mais de 15% em 2026, um desempenho que acendeu o sinal de alerta em muitos investidores. Mas, como sempre no mercado financeiro, para alguns o que parece ser um desastre é, na verdade, uma oportunidade.

Por que as ações do Nubank estão caindo?

A pergunta que não quer calar: o que está acontecendo com o Nubank? De acordo com analistas do Itaú BBA, a queda pode ser atribuída a uma série de fatores. Um deles, apontado como 'em grande parte autoinfligido', é a expansão da companhia para o mercado americano. O timing e a intensidade dessa investida têm gerado despesas operacionais elevadas, sem que o retorno em receita tenha acompanhado na mesma proporção.

Além disso, o mercado parece estar recalculando as expectativas em relação ao potencial de crescimento do Nubank. O que antes gerava grande expectativa, agora é analisado com um olhar mais crítico, considerando os desafios de manter o crescimento e a rentabilidade.

Itaú BBA vê 'oportunidade rara'

Em meio a esse cenário de incertezas, o Itaú BBA resolveu nadar contra a corrente. A instituição reiterou a recomendação de compra para as ações do Nubank, com um preço-alvo de US$ 20 – o que representa um potencial de alta de cerca de 60% em relação ao fechamento da última segunda-feira. A equipe de análise argumenta que a queda levou as ações a negociarem em seus menores múltiplos históricos, com um P/L (preço sobre lucro) projetado de 17 vezes para 2026 e 15 vezes para 2027.

Para quem não está familiarizado com o termo, o P/L é um indicador que relaciona o preço de uma ação com o lucro por ação de uma empresa. Em termos simples, ele mostra quantos anos de lucro a empresa precisa gerar para pagar o preço da ação. Quanto menor o P/L, teoricamente, mais barata está a ação.

“Reiteramos nossa recomendação de desempenho superior e sugerimos que os investidores aproveitem as quedas para comprar ações”, afirmam os analistas do Itaú BBA, em relatório divulgado nesta terça-feira. Eles argumentam que a perspectiva de longo prazo para o Nubank continua convincente, e que os múltiplos atuais representam uma oportunidade única para quem acredita na tese da empresa.

E agora, o que fazer com as ações do Nubank?

Essa é a grande questão. Como sempre, a resposta não é simples e depende do seu perfil de risco, horizonte de investimento e estratégia. Se você é um investidor de longo prazo, que acredita no potencial de crescimento do Nubank e está disposto a tolerar a volatilidade no curto prazo, a queda pode ser vista como uma oportunidade de comprar ações a um preço mais atrativo.

Por outro lado, se você é um investidor mais conservador, ou se o Nubank representa uma parcela muito grande da sua carteira, talvez seja prudente reduzir a exposição ou até mesmo zerar a posição, buscando alternativas de investimento mais seguras. Lembre-se que diversificação é a chave para proteger o seu patrimônio.

Uma coisa é certa: o caso do Nubank serve como um lembrete de que o mercado financeiro é dinâmico e imprevisível. O que hoje é visto como uma aposta promissora, amanhã pode se tornar um problema. Por isso, é fundamental acompanhar de perto os seus investimentos, reavaliar as suas estratégias e, acima de tudo, manter a calma em momentos de turbulência.

Além da análise sobre as ações, vale lembrar que o Nubank está cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros. Recentemente, a fintech se juntou à Febraban (Federação Brasileira de Bancos), buscando uma licença bancária. Isso mostra a ambição do Nubank em se consolidar como um player relevante no sistema financeiro nacional.

No fim das contas, a decisão de investir ou não no Nubank é sua. Analise os dados, pese os riscos e as oportunidades, e tome uma decisão consciente e alinhada com os seus objetivos. E, se precisar de ajuda, procure um profissional qualificado para te orientar. Afinal, investir com conhecimento é sempre o melhor caminho.