Bom dia, investidor! A quinta-feira (26) chega com aquela sensação de “o que esperar agora?”. Depois de um dia de acomodação na B3, com o Ibovespa testando novas máximas históricas e recuando, a pergunta que não quer calar é: o que vai ditar o ritmo do mercado hoje?

A resposta, como sempre, vem de vários lugares. Lá fora, Wall Street amanheceu dividida. Os futuros de Nova York operam em baixa, mesmo após a Nvidia apresentar um balanço que superou as expectativas. É como se o mercado dissesse: “Ok, impressionante, mas e agora?”.

O 'medo da IA' ainda assombra?

A Nvidia, para quem não acompanha de perto, é a queridinha do momento, a empresa que está surfando a onda da inteligência artificial. Seus resultados eram aguardados com ansiedade, e, a princípio, vieram para acalmar os ânimos. A receita do quarto trimestre fiscal de 2026 (US$ 68,13 bilhões) superou as estimativas dos analistas. O lucro líquido também impressionou: US$ 39,6 bilhões, um salto de quase 80% em relação ao ano anterior.

Ainda assim, a reação do mercado foi morna. As ações da Nvidia chegaram a subir no after market, mas logo perderam força. Aparentemente, os investidores querem mais do que números bonitos. Querem ter certeza de que o crescimento da empresa se justifica nos múltiplos elevados que ela ostenta.

Era como esperar uma explosão de crescimento e ver apenas um aumento moderado.

Outros players em jogo

Enquanto a Nvidia tenta manter a chama da IA acesa, outras empresas também estão no radar. Os investidores aguardam os balanços da Warner Bros. Discovery, Dell e CoreWeave, todos com divulgação prevista para hoje. No lado oposto, a Salesforce, que também é ligada ao setor de tecnologia, caiu cerca de 5%, dando continuidade a uma onda de vendas impulsionada pela IA que já fez com que as ações da empresa despencassem cerca de 28% no acumulado do ano, segundo a InfoMoney.

De olho nos indicadores dos EUA

Além dos balanços, a agenda econômica dos Estados Unidos também promete agitar o dia. Os investidores aguardam os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, previstos para esta quinta-feira, e o índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro, que será divulgado na sexta-feira.

Esses indicadores são importantes porque dão pistas sobre a saúde da economia americana e, consequentemente, sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Se o mercado de trabalho continuar aquecido e a inflação mostrar sinais de persistência, o Fed pode ser forçado a manter os juros altos por mais tempo, o que não é exatamente uma boa notícia para os mercados de risco.

E no Brasil? O que esperar?

Por aqui, o pré-mercado deve refletir o clima de cautela que paira sobre os mercados globais. Os futuros do Ibovespa sinalizam uma abertura sem grandes emoções, com investidores digerindo as notícias internacionais e aguardando a divulgação de indicadores locais. Na véspera, o Ibovespa renovou máximas históricas ao superar pela primeira vez os 192 mil pontos no intradiário, tocando 192.234,55 pontos, mas perdeu força ao longo do dia e fechou em leve queda de 0,13%, aos 191.247 pontos. O movimento foi atribuído principalmente à realização de lucros em ações de peso, como Petrobras e bancos, em um ambiente de volatilidade nas commodities e cautela global.

É importante lembrar que o cenário político e fiscal brasileiro também continua no radar dos investidores. Qualquer sinal de instabilidade pode azedar o humor do mercado e derrubar o Ibovespa. Por isso, é fundamental acompanhar de perto as notícias e os indicadores que serão divulgados ao longo do dia.

Enquanto isso, a dica é manter a calma e a estratégia. O mercado financeiro é como uma montanha-russa: tem seus altos e baixos. O importante é não se deixar levar pelas emoções e tomar decisões racionais, baseadas em análise e planejamento. E, claro, diversificar sempre é uma boa pedida: não coloque todos os seus ovos na mesma cesta!

Bons negócios e até a próxima!