Segunda-feira agitada na B3! Enquanto o Ibovespa fechou praticamente estável, quem roubou a cena mesmo foi a Oncoclínicas (ONCO3). A ação disparou após a confirmação de que o Grupo Fleury (FLRY3) vai entrar no acordo com a Porto Seguro (PSSA3) para criar uma nova empresa focada em oncologia.

O que rolou?

Para entender a euforia, vamos aos fatos. A Porto Seguro (PSSA3) já tinha um acordo encaminhado com a Oncoclínicas. A ideia era criar uma NewCo, uma nova empresa que absorveria as clínicas de oncologia da Oncoclínicas e parte de suas dívidas (limitadas a R$ 2,5 bilhões). O que pegou o mercado de surpresa foi a entrada da Fleury (FLRY3) nessa jogada.

Basicamente, Fleury e Porto vão investir juntas R$ 500 milhões através de uma holding que controlará a tal NewCo. Além disso, existe a possibilidade de emitirem até R$ 2,5 bilhões em debêntures conversíveis em ações. Ou seja, mais dinheiro pode entrar na mesa no futuro.

Por que a ação disparou?

A reação do mercado foi imediata. As ações da Oncoclínicas chegaram a subir mais de 60% durante o pregão, fechando com alta expressiva. Mas por que tanto otimismo?

A principal razão, segundo analistas, é que a entrada da Fleury traz mais segurança para o negócio. Afinal, a Porto Seguro não tem experiência no setor de saúde, e a expertise da Fleury em gestão e operação de clínicas oncológicas é vista como fundamental para o sucesso da empreitada.

Harold Takahashi, sócio da Fortezza Partners, em declarações à InfoMoney, classificou a transação como um “golaço” estratégico, unindo o capital da Porto à expertise da Fleury. Faz sentido: é como juntar a fome com a vontade de comer, ou, no caso, o dinheiro com o conhecimento.

O que esperar para o futuro?

Ainda é cedo para cravar o sucesso da operação. O acordo ainda depende de aprovações internas nas empresas e de outros trâmites burocráticos. Mas, a princípio, a união entre Oncoclínicas, Fleury e Porto Seguro parece promissora.

Para o investidor da Oncoclínicas, o acordo representa um alívio. A empresa vinha enfrentando dificuldades financeiras, e a injeção de capital e a reestruturação da dívida podem dar um novo fôlego aos negócios. É como se a empresa estivesse tomando um isotônico depois de correr uma maratona.

Já para os investidores da Fleury e da Porto Seguro, a operação representa uma aposta em um mercado em crescimento, o de oncologia. Resta saber se essa aposta se provará certeira no longo prazo.

E as outras ações?

Enquanto a Oncoclínicas voava, outras ações do Ibovespa tiveram um dia mais modesto. As ações de empresas como Light, Taesa, Itaúsa e Suzano não registraram movimentos tão expressivos, refletindo um dia de calmaria no mercado como um um todo.

Recomendação? Jamais!

Importante frisar: esta análise não é, de forma alguma, uma recomendação de compra ou venda das ações da Oncoclínicas, Fleury ou Porto Seguro. O mercado financeiro é dinâmico e imprevisível, e o que faz sentido hoje pode não fazer sentido amanhã.

Antes de tomar qualquer decisão de investimento, faça sua própria análise, consulte um profissional qualificado e leve em consideração seus objetivos e perfil de risco. Lembre-se: investir é como plantar uma árvore. É preciso paciência, cuidado e, acima de tudo, conhecimento.