O ouro está brilhando mais forte do que nunca em 2026. Nesta quinta-feira, o metal precioso renovou sua máxima histórica, flertando com os US$ 5.600 por onça. A escalada reflete um cenário global carregado de incertezas, com investidores buscando refúgio em ativos considerados seguros.

A Corrida pelo Ouro: Por Quê?

Vários fatores estão alimentando essa corrida. Para começar, a instabilidade geopolítica tem pesado bastante. Com tensões elevadas em diversas partes do mundo, o ouro se torna um porto seguro para quem busca proteger seu patrimônio. É como se, pressentindo um terremoto, todos buscassem uma base sólida.

Além disso, a economia global dá sinais mistos. A recuperação pós-pandemia ainda enfrenta desafios, e pairam dúvidas sobre o crescimento futuro. Some a isso as preocupações com a inflação e as políticas monetárias dos bancos centrais, e você tem a receita perfeita para impulsionar o ouro.

A situação nos Estados Unidos também contribui para o cenário. A investigação criminal contra Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), e as pressões para sua substituição geram desconfiança no sistema financeiro. Segundo Soni Kumari, analista do ANZ, essas preocupações minam a confiança dos investidores, que buscam alternativas mais seguras.

Prata na Garupa: Outros Metais Também Disparam

Não é só o ouro que está surfando essa onda. A prata também vive um momento de euforia, superando os US$ 120 a onça. O cobre, usado em diversas indústrias, também registrou alta expressiva, refletindo expectativas de aquecimento da economia global, apesar das incertezas. É como se a valorização do ouro despertasse o interesse por outros metais preciosos.

A demanda física por ouro também está aquecida, especialmente na Ásia. Comerciantes em Xangai e Hong Kong relatam uma verdadeira corrida às lojas, com compradores ávidos por garantir seu quinhão do metal dourado. Essa demanda crescente adiciona ainda mais pressão aos preços.

E as Ações? Como Ficam Raízen, Apple, Microsoft, Meta e Tesla?

Enquanto o ouro sobe, o mercado acionário acompanha de perto os resultados financeiros das gigantes da tecnologia e de outros setores. Raízen, Apple, Microsoft, Meta e Tesla, por exemplo, são empresas que costumam ditar o humor do mercado. Seus balanços podem influenciar o apetite por risco dos investidores, impactando, inclusive, a demanda por ativos como o ouro. Afinal, se os resultados dessas empresas forem positivos, o mercado pode ficar mais otimista, reduzindo a busca por segurança no ouro.

O Que Esperar do Ouro?

É difícil prever com certeza o que acontecerá com o ouro no futuro. Mas, no momento, o cenário parece favorável para o metal. A combinação de instabilidade geopolítica, incertezas econômicas e desconfiança no sistema financeiro deve continuar impulsionando a demanda. Analistas do Maybank apontam para uma "confluência de riscos negativos para o dólar", o que favorece a valorização do ouro e da prata, tornando-os mais atrativos para investidores de outras divisas.

Cautela é a Chave

Apesar do otimismo, é importante ter cautela. Investir em ouro, como em qualquer outro ativo, envolve riscos. É fundamental analisar o cenário com cuidado e considerar seus objetivos e perfil de investidor. Diversificar a carteira, aliás, é sempre uma boa estratégia. Afinal, como diz o ditado, não se deve colocar todos os ovos na mesma cesta.

Lembre-se: este artigo tem caráter informativo e não constitui recomendação de investimento. A decisão final é sempre sua.