O ouro não para de brilhar e, nesta sexta-feira, se aproxima cada vez mais da marca histórica de US$ 5.000 por onça. No momento, o metal precioso já superou os US$ 4.967, embalado por uma combinação explosiva de fatores: dólar fraco, tensões geopolíticas globais e, claro, a já conhecida 'mãozinha' do ex-presidente Trump, que volta e meia cutuca o Federal Reserve (Fed).
Por que o ouro está voando tão alto?
A resposta, como sempre, não é simples, mas podemos destrinchar os principais catalisadores dessa alta:
- Dólar em baixa: Um dólar mais fraco torna o ouro mais barato para investidores de outras partes do mundo, impulsionando a demanda. O Bloomberg Dollar Spot Index, inclusive, caminha para a pior semana em sete meses.
- Incertezas geopolíticas: Crises e tensões no cenário internacional (e não faltam exemplos, né?) fazem com que investidores busquem refúgios seguros, e o ouro é o porto seguro clássico. É como se, em tempos de tempestade, todo mundo corresse para o mesmo abrigo.
- Trump e o Fed: Mesmo fora do poder, as críticas (e até mesmo ameaças) de Trump à autonomia do Fed seguem gerando instabilidade e, consequentemente, valorizando o ouro.
E não é só o ouro que está surfando essa onda. A prata também atingiu um pico histórico, sendo negociada a pouco menos de US$ 100 por onça, e a platina também alcançou novas máximas.
O que dizem os especialistas?
Segundo Yuxuan Tang, chefe de estratégia macro do J.P. Morgan Private Bank na Ásia, o ouro está passando por uma "reprecificação sustentada" à medida que surgem fissuras na ordem internacional. Em outras palavras, os investidores estão cada vez mais vendo o ouro como uma proteção confiável contra os riscos de mudanças no cenário global.
O que esperar do futuro?
É difícil cravar qualquer previsão, mas alguns pontos merecem atenção:
- Política monetária global: As decisões dos principais bancos centrais do mundo, como o Fed e o Banco do Japão (BoJ), terão um impacto significativo nos preços do ouro. Afinal, política monetária é como o maestro da orquestra da economia global.
- Dados econômicos: Indicadores como o PMI (Índice de Gerentes de Compras) podem dar pistas sobre a saúde da economia global e, consequentemente, influenciar o apetite por risco dos investidores.
- Mercado asiático: A demanda por ouro na Ásia, especialmente na China e na Índia, é um fator crucial para determinar os preços do metal precioso. Afinal, o mercado asiático é um gigante que não pode ser ignorado.
Para quem está de fora, pode parecer loucura ver o ouro beirando os US$ 5.000. Mas, no fim das contas, o mercado financeiro é movido a expectativas, incertezas e, claro, muita emoção. E, pelo visto, a corrida do ouro está longe de terminar.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.