Se você abriu o home broker e se assustou com a disparada do ouro e a derrocada do dólar, respire fundo. O pregão desta segunda-feira (26) foi daqueles que fazem a gente repensar a carteira de investimentos. Mas, calma, vamos entender o que aconteceu.

Ouro: a coqueluche do momento

O metal precioso não só brilhou, como explodiu. Atingiu um novo recorde histórico, superando a marca de US$ 5.000 por onça-troy. É como se, em vez de joias, o pessoal estivesse buscando a segurança de um cofre. O motivo? Uma combinação de fatores que transformaram o ouro no porto seguro dos investidores.

Tensões geopolíticas: o mundo em alerta

O cenário internacional anda mais tenso que corda de violino. Donald Trump, sempre ele, voltou a agitar as águas, desta vez ameaçando impor tarifas a aliados da OTAN. Para completar, as relações entre China e Canadá também andam estremecidas, com os dois países buscando novas parcerias em meio às tensões com os EUA, como destacou a InfoMoney. Num mundo incerto, o ouro volta a ser o refúgio preferido.

Risco de shutdown nos EUA: a novela continua

Se você achava que as paralisações do governo americano tinham ficado no passado, prepare-se para mais emoções. A possibilidade de um novo shutdown já no fim de janeiro voltou a assombrar o mercado. Democratas e Republicanos não se entendem sobre o orçamento, e a chance de o governo fechar as portas é real. A incerteza, claro, impulsiona a busca por ativos considerados mais seguros, como o ouro.

Dólar fraco: a cereja do bolo

Para completar o cenário favorável ao ouro, o dólar perdeu força. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, atingiu o menor nível em quatro meses, como informou a Exame Invest. Com a moeda americana enfraquecida, o ouro, que é cotado em dólar, se torna mais atrativo para investidores de outras partes do mundo.

Dólar: ladeira abaixo

Enquanto o ouro celebrava, o dólar amargava perdas. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,27, acumulando mais um dia de queda. A combinação de tensões geopolíticas e a busca por ativos de segurança penalizaram o dólar, que, segundo o Money Times, acompanhou a tendência externa de desvalorização ante outras moedas globais.

O que esperar?

A semana promete ser agitada. Na quarta-feira, teremos a “Super Quarta”, com decisões importantes sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil. As decisões dos bancos centrais podem dar um novo rumo ao mercado.

Além disso, o fantasma do shutdown nos EUA continua à espreita, o que pode manter a pressão sobre o dólar e impulsionar ainda mais o ouro. A dica é acompanhar de perto os acontecimentos e, claro, diversificar a carteira para não colocar todos os ovos na mesma cesta. E, lembre-se, este é um cenário em constante mudança. O que vale hoje, pode não valer amanhã. O importante é estar sempre informado e tomar decisões conscientes.