Sabe quando você está dirigindo e, de repente, troca o motorista? No mínimo, dá um frio na barriga, né? É mais ou menos o que está rolando com o GPA (PCAR3). Rafael Russowsky, o CFO (diretor financeiro) e também diretor de relações com investidores, anunciou que está deixando o cargo.
A notícia pegou alguns de surpresa, mas, para quem acompanha de perto o vaivém da empresa, pode ser só mais um capítulo da reestruturação que começou com a saída do Grupo Casino do controle acionário. As ações sentiram o golpe, figurando entre as maiores quedas do Ibovespa no dia do anúncio.
Por que a saída do CFO importa?
O CFO é o cara que cuida do cofre da empresa. É ele quem acompanha de perto as contas, as dívidas e os investimentos. A saída de um executivo desse nível, ainda mais em um momento de reestruturação, sempre gera dúvidas no mercado. Afinal, quem vai tocar o barco agora?
Para acalmar os ânimos (ou talvez não), o GPA já anunciou o substituto interino: Alexandre Santoro, que já era o CEO da companhia. Ele vai acumular as duas funções, pelo menos por enquanto. Rodrigo Manso assume a diretoria de relações com investidores.
Um rosto conhecido do Casino
Vale lembrar que Russowsky tinha uma longa história com o Grupo Casino, ex-controlador do GPA. Ele estava na holding francesa desde 2012 e ocupou cargos importantes em várias operações na América Latina. Sua saída pode ser vista como um passo natural no processo de desvinculação do GPA com o Casino.
O que esperar das ações do GPA (PCAR3)?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares, não é mesmo? A verdade é que ninguém tem bola de cristal. Mas podemos analisar alguns pontos para tentar entender o que pode acontecer com as ações.
Primeiro, a saída do CFO gera incerteza. E o mercado financeiro, como você sabe, odeia incerteza. A reação imediata costuma ser de cautela, o que pode se refletir em uma queda nas ações. Foi o que aconteceu, inclusive.
Segundo, o GPA está passando por uma reestruturação profunda. Isso envolve venda de ativos, redução de custos e mudanças na estratégia da empresa. Esse tipo de processo leva tempo e, no meio do caminho, podem surgir turbulências. A dança das cadeiras na diretoria é um exemplo disso.
Terceiro, o mercado está de olho na capacidade do GPA de gerar caixa e reduzir seu endividamento. A gestão de Russowsky, segundo a Exame Invest, foi focada em "iniciativas voltadas à reestruturação financeira da companhia". A continuidade desse trabalho será crucial para o futuro da empresa e, consequentemente, para o desempenho das ações.
Opiniões divididas
As casas de análise têm visões diferentes sobre o GPA. O Money Times reportou que a XP Investimentos, por exemplo, decidiu manter sua recomendação neutra para as ações. Já o JP Morgan, segundo o mesmo veículo, alerta para os riscos fiscais e de endividamento da empresa.
É importante lembrar que essas são apenas opiniões. Ninguém tem a fórmula mágica para prever o futuro do mercado. O ideal é você fazer sua própria análise, com base nas suas necessidades e no seu perfil de risco.
E agora, invisto ou não em PCAR3?
A decisão final é sempre sua. Mas, antes de apertar o botão de compra ou venda, faça o dever de casa. Analise os números da empresa, acompanhe as notícias do mercado e, principalmente, entenda se o GPA se encaixa na sua estratégia de investimento.
Lembre-se: investir em ações é como plantar uma árvore. Leva tempo para crescer e dar frutos. E, no meio do caminho, pode ter sol, chuva, pragas e até umas podas necessárias. O importante é ter paciência, disciplina e, acima de tudo, conhecimento.
E, se precisar de ajuda, não hesite em procurar um profissional qualificado. Ele pode te ajudar a tomar as melhores decisões para o seu bolso.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.