O pregão desta quinta-feira foi de termômetro climático para o setor de petróleo e de boas notícias para quem busca dividendos na área de educação. Enquanto a Petrobras (PETR3 e PETR4) desafiou a lógica do mercado, a Cogna (COGN3) se consolidou como uma geradora de caixa promissora. E no setor de saneamento, a Sabesp (SBSP3) segue no radar dos investidores, com uma visão otimista do JPMorgan.

Petrobras ignora a maré baixa do petróleo

A queda do petróleo no mercado internacional não foi suficiente para derrubar a Petrobras. Pelo contrário, as ações da estatal fecharam em alta, destoando do desempenho de outras empresas do setor. Brava Energia (BRAV3), Prio (PRIO3) e PetroReconcavo (RECV3) sentiram o peso do recuo da commodity e figuraram entre as poucas baixas do Ibovespa.

Enquanto o barril do Brent recuava 2,50%, a Petrobras surfou na contramão, mostrando que, às vezes, o mercado tem suas próprias dinâmicas. Se tem uma coisa que aprendemos na bolsa, é que nem sempre a lógica prevalece, não é mesmo?

Cogna: a 'vaca leiteira' da educação

Quem diria que o setor de educação se tornaria um celeiro de dividendos? Após anos de reestruturações e fusões, empresas como a Cogna estão colhendo os frutos de uma gestão mais eficiente e focada na geração de caixa. O BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) classificou as empresas do setor como "vacas leiteiras", e a Cogna é um dos destaques, voltando a remunerar seus acionistas após cinco anos.

E as perspectivas são animadoras: o banco projeta que o dividend yield médio do setor suba de 2,7% em 2025 para 4,5% em 2026 e 6,4% em 2027. Se você busca renda passiva, vale ficar de olho nesse setor. Afinal, quem não gosta de um bom "aluguel" pago pelas ações?

Cruzeiro do Sul lidera a lista

As empresas de educação com maior dividend yield projetado para 2026, segundo o BTG Pactual, são:

  • Cruzeiro do Sul: 9,4%
  • Ser Educacional: 4,8%
  • YDUQS: 4,2%
  • Ânima: 4,0%

A Cruzeiro do Sul lidera com folga, impulsionada por um forte crescimento do lucro líquido e uma política de dividendos generosa.

Sabesp: otimismo em meio à seca?

A Sabesp continua gerando debates. Os investidores seguem de olho no nível do Sistema Cantareira, que chegou a ficar abaixo dos 20% da capacidade. As ações da companhia acumularam queda de 7% no ano, refletindo a preocupação com o abastecimento.

No entanto, o JPMorgan reforçou sua recomendação de compra para os papéis da Sabesp, com um preço-alvo de R$ 152 para o final de 2026. O banco acredita que a empresa está preparada para lidar com a imprevisibilidade das chuvas, graças ao Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que combina os reservatórios da Sabesp para além do Cantareira.

É como dizem: depois da tempestade, vem a bonança. Resta saber se a Sabesp conseguirá navegar por essas águas turbulentas e entregar bons resultados aos seus investidores.

Embraer decola?

Segundo apuração do Seu Dinheiro, o Safra elevou o preço-alvo da Embraer (EMBJ3) para US$ 92 por ação até o fim de 2026. Resta saber se o mercado embarcará nessa previsão otimista.