O dia na B3 teve um sabor especial para os acionistas da Petrobras: a estatal engatou a décima alta consecutiva e superou a marca de R$ 500 bilhões em valor de mercado. Um feito e tanto, impulsionado pela valorização do petróleo no mercado internacional e, claro, pela expectativa em torno dos dividendos da companhia. Afinal, quem não gosta de um bom aluguel, digo, dividendo caindo na conta, não é mesmo?

Petrobras no topo: o que explica a arrancada?

As ações da Petrobras (PETR4) fecharam o dia com alta de 0,96%, cotadas a R$ 37,70, figurando entre as maiores altas do Ibovespa. Já os papéis ordinários (PETR3) subiram 0,65%, a R$ 40,30. Segundo o Money Times, o contrato mais líquido do Brent, referência mundial para o petróleo, registrou alta de 3,2% em meio a tensões no Oriente Médio. E como a bolsa não é uma ciência exata, mas sim uma combinação de fatores, o humor do mercado com a possibilidade de gordos dividendos também ajudou a impulsionar a estatal.

É importante lembrar que o desempenho das estatais, especialmente a Petrobras, sempre gera debates acalorados. Afinal, a empresa é uma gigante que impacta diretamente a economia do país e o bolso do cidadão. E como toda estatal, está sujeita a pressões políticas e mudanças de rumo a cada eleição. Mas, por ora, os investidores celebram a boa fase da companhia.

Madero no azul: lucro de R$ 103 milhões e planos internacionais

Quem também tem motivos para comemorar é o Grupo Madero. A rede de restaurantes divulgou seus resultados do quarto trimestre de 2025, com um lucro líquido anual de R$ 103,2 milhões e uma receita bruta que ultrapassou os R$ 2,3 bilhões. Um resultado que mostra a resiliência do setor de alimentação, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

E as ambições do Madero não param por aí. O CEO da empresa, Junior Durski, anunciou que o grupo vai iniciar sua expansão internacional já no primeiro semestre de 2026, com a inauguração de uma unidade em Ciudad del Leste, no Paraguai. Uma aposta ousada, mas que pode render bons frutos para a empresa.

Brasileiros voando alto (lá fora): IPOs de PicPay e Agibank agitam NY

O dia também foi marcado pelas estreias e anúncios de IPOs de empresas brasileiras no mercado americano. O PicPay, controlado pela família Batista, estreou na Nasdaq após levantar US$434 milhões em uma oferta pública inicial. Os papéis fecharam estáveis, a US$ 19. Um respiro para o mercado de IPOs brasileiros, que andava meio parado.

Já o Agibank, focado em crédito consignado, anunciou o lançamento de seu IPO nos Estados Unidos, com potencial para levantar cerca de US$ 830 milhões, considerando o lote extra. A operação, que será coordenada por Goldman Sachs, Morgan Stanley e Citigroup, está prevista para acontecer em fevereiro. Mais um banco brasileiro buscando oportunidades no mercado internacional.

Afinal, diversificar é a palavra de ordem, não é mesmo? E para as empresas, buscar recursos em outros mercados pode ser uma estratégia inteligente para financiar o crescimento e expandir seus negócios. Resta saber se essa onda de IPOs brasileiros nos EUA vai pegar e se outras empresas seguirão o mesmo caminho.

Em resumo: um dia de bons ventos (e petróleo em alta)

O pregão desta quinta-feira mostrou a força da Petrobras, o apetite por IPOs brasileiros no exterior e a resiliência do setor de alimentação. Um dia de boas notícias para o mercado financeiro, que segue de olho nos próximos capítulos dessa novela que se chama economia brasileira.