Bom dia, investidor! A semana começa com o mercado de petróleo no radar. De um lado, temos os irmãos Batista, da J&F, de olho nas oportunidades que podem surgir na Venezuela com a mudança de governo. Do outro, o BTG Pactual reafirmando a confiança em duas empresas brasileiras do setor: Prio (PRIO3) e Ultrapar (UGPA3).

De olho na Venezuela

Segundo a Bloomberg, os Batista estão avaliando uma entrada estratégica no setor petrolífero venezuelano, apostando na revitalização da indústria local após a deposição de Nicolás Maduro no início deste mês. A família já teria uma posição indireta no país através de um sócio no projeto Petrolera Roraima, com potencial bilionário em barris de petróleo. A Fluxus, empresa de petróleo da família, pode se juntar formalmente ao projeto caso o ambiente econômico e regulatório melhore por lá.

Essa movimentação dos Batista acontece em um momento em que o governo dos Estados Unidos sinaliza um possível estímulo à exploração do setor na Venezuela. A conferir se essa aposta alta dos Batista vai se concretizar, mas o mercado já está de olho.

BTG aposta em Prio e Ultrapar

Enquanto isso, aqui no Brasil, o BTG Pactual divulgou um relatório reiterando a preferência pelas ações da Prio (PRIO3) e da Ultrapar (UGPA3) no setor de óleo e gás. O banco enxerga “impulsionadores claros para a expansão da margem e o aumento da geração de caixa dessas empresas no curto prazo”. Em um cenário de produção global alta e sem grandes expectativas de alta no preço do Brent, a análise criteriosa das empresas se torna ainda mais crucial.

A Prio, para quem não sabe, é aquela empresa que vem surfando a onda do petróleo com uma gestão bem eficiente e focada em ativos de alta qualidade. Já a Ultrapar, dona dos postos Ipiranga, é um player mais diversificado, atuando também na distribuição de gás e em outros segmentos. Uma boa combinação para quem busca exposição ao setor, mas com um pouco mais de equilíbrio.

E o que esperar do petróleo?

Os preços do petróleo começaram a semana em baixa. O Brent, referência global, opera em torno de US$ 63,85 o barril. A queda acontece após a diminuição da instabilidade no Irã, o que reduziu o chamado “prêmio de risco geopolítico”. Em outras palavras, com menos tensão no Oriente Médio, o mercado precifica um menor risco de interrupção no fornecimento de petróleo da região.

Para quem acompanha o mercado, sabe que o petróleo é sensível a qualquer turbulência geopolítica. É como um termômetro: qualquer sinal de instabilidade faz o preço subir, e a calmaria devolve a cotação para patamares mais normais.

Além do petróleo: outros destaques do mercado

O dia também traz outras notícias relevantes para o investidor brasileiro:

  • Fertilizantes: Avançam as negociações para inclusão do tema de fertilizantes no acordo UE-Mercosul. A ideia é facilitar o acesso do Brasil a matérias-primas para a produção de fertilizantes, um insumo essencial para o agronegócio.
  • FGC: O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode passar por mudanças nas regras de cobertura. A discussão, que está em andamento, busca modernizar o sistema e torná-lo mais eficiente.
  • Banco Master: O Banco Master anunciou investimentos pesados em inteligência artificial (IA) para aprimorar seus serviços e a experiência do cliente. A IA, cada vez mais presente no mercado financeiro, promete trazer mais agilidade e personalização.

Por fim, vale ficar de olho no mercado de prata, que tem apresentado um bom desempenho nas últimas semanas, impulsionado pela demanda industrial e pelo interesse de investidores em busca de proteção contra a inflação. A prata, além de ser utilizada na indústria, também é vista como um ativo de valor, assim como o ouro.

Lembrando que este é um panorama do mercado e não uma recomendação de investimento. Cada investidor deve analisar seus próprios objetivos e perfil de risco antes de tomar qualquer decisão. Bons negócios e uma ótima semana!