Sabe aquela montanha-russa emocional? Foi mais ou menos assim o pregão do petróleo nesta sexta-feira. Depois de semanas de alta turbinada pelas tensões no Oriente Médio, os contratos futuros até tentaram manter o pique, mas acabaram fechando no vermelho. O WTI para março, negociado em Nova York, caiu 0,32%, cotado a US$ 65,21 o barril. Já o Brent, referência em Londres, recuou 0,39%, para US$ 69,32.
Calma, nem tudo está perdido! Apesar do tombo de hoje, o mês de janeiro foi de ouro para o petróleo. O WTI saltou 13,6% e o Brent, 13,9%. Isso tende a se refletir no preço da gasolina nos postos. A explicação? A novela entre Estados Unidos e Irã, que segue rendendo capítulos tensos e elevando o prêmio de risco no mercado financeiro.
Realização de Lucros e Dólar Forte
E por que a queda de hoje? Analistas apontam para dois fatores principais: a famosa realização de lucros e o fortalecimento do dólar. Depois de tanta valorização, investidores aproveitaram para embolsar parte dos ganhos, o que naturalmente pressiona os preços para baixo. É a lei da oferta e da procura, simples assim.
Além disso, um dólar mais forte tende a pesar sobre as commodities, já que elas ficam mais caras para quem compra com outras moedas. É aquela história de influência externa que sempre acaba respingando por aqui, seja nas taxas DI ou nos depósitos interbancários.
A Tensão no Oriente Médio Persiste
Mas não se engane: o risco de um conflito entre Estados Unidos e Irã continua no radar. E enquanto essa incerteza pairar sobre o mercado, os preços do petróleo devem se manter em patamares elevados. Afinal, ninguém quer apostar contra a possibilidade de um choque que poderia comprometer o fornecimento global da commodity.
O mercado, como um bom termômetro, segue sensível a cada declaração, cada movimento das potências envolvidas. Segundo analistas do MUFG, o risco geopolítico segue oferecendo suporte aos preços no curto prazo, superando até mesmo as preocupações com uma oferta global relativamente confortável. Ou seja, a tensão fala mais alto que a abundância.
O Que Esperar de Fevereiro?
A pergunta que não quer calar: o que esperar do petróleo em fevereiro? Difícil cravar um cenário, mas alguns pontos parecem claros. Se a tensão entre EUA e Irã escalar, prepare-se para ver a gasolina nas alturas. Se houver uma trégua, os preços podem ceder um pouco. Mas, no fim das contas, tudo vai depender do humor do mercado e dos humores da geopolítica.
E, claro, dos balanços das petroleiras. Afinal, o desempenho das empresas do setor também costuma influenciar o preço das ações e, consequentemente, o ânimo dos investidores. É um jogo complexo, com muitas variáveis em jogo. Mas, como diria um velho sábio do mercado, diversificar é sempre o melhor caminho. Afinal, diversificar é sempre o melhor caminho.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.