Sexta-feira de realização de lucros para o petróleo, mas o mês foi de forte valorização impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio. Os contratos futuros fecharam em baixa hoje, com investidores embolsando os ganhos recentes, mas o salto mensal foi impressionante: acima de 13%.
O petróleo WTI para março, negociado na Nymex, fechou em queda de 0,32%, cotado a US$ 65,21 o barril. Já o Brent para o mesmo mês, negociado na ICE de Londres, recuou 0,39%, fechando a US$ 69,32 o barril. Apesar do recuo de hoje, na semana o WTI valorizou 6,78% e o Brent, 5,22%. No acumulado do mês, os saltos foram de 13,6% e 13,9%, respectivamente.
O que derrubou o petróleo hoje?
A combinação de fatores macroeconômicos e técnicos pesou sobre os preços. A realização de lucros, após a forte valorização recente, foi um dos principais motivos. É como se muitos investidores, vendo os preços elevados, decidissem realizar seus lucros.
Além disso, o fortalecimento do dólar também contribuiu para a queda. Afinal, petróleo é cotado em dólar, então quando a moeda americana se valoriza, a commodity tende a ficar mais cara para quem usa outras moedas.
E por que o petróleo subiu tanto em janeiro?
As tensões entre Estados Unidos e Irã foram o principal catalisador. A possibilidade de um confronto militar na região elevou o prêmio de risco do petróleo. É a velha lei da oferta e da procura: com a incerteza sobre o fornecimento, os preços sobem.
Ainda segundo analistas do MUFG, o risco de um confronto mais direto no Oriente Médio segue oferecendo suporte aos preços no curto prazo, superando as preocupações com uma oferta global relativamente confortável.
O que esperar para as próximas semanas?
A volatilidade deve continuar ditando o ritmo do mercado de petróleo. As taxas DI e a política monetária americana também exercem influência no mercado. A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre os juros pode mexer com o humor dos investidores e, consequentemente, com os preços do petróleo.
Além disso, é preciso ficar de olho nos indicadores de demanda global. Se a economia mundial mostrar sinais de desaceleração, a tendência é que a demanda por petróleo diminua, o que pode pressionar os preços para baixo.
De todo modo, o cenário geopolítico continua sendo um fator de peso. É como um terremoto iminente: a qualquer momento, tensões podem escalar e afetar o mercado.
Para o investidor, a lição é clara: diversificação é fundamental. Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta, principalmente em um mercado tão imprevisível como o de petróleo.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.