Quinta-feira movimentada no mercado corporativo brasileiro, com notícias que vão desde pagamentos de dividendos até reestruturações e um choque de oferta global no mercado de gás natural. Vamos destrinchar tudo para você, investidor, entender o que está acontecendo e como isso pode impactar sua carteira.
Porto (PSSA3) distribui dividendos: dinheiro no bolso do acionista
Boa notícia para quem tem ações da Porto Seguro (PSSA3): a empresa realiza amanhã, 10 de abril, o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) referentes aos valores declarados ao longo de 2025.
Os valores por ação variam de R$ 0,37 (declarado em março) a R$ 0,45 (declarados em setembro e dezembro), sempre considerando as datas de corte específicas para cada pagamento. Ou seja, para ter direito a cada parcela, você precisava ser acionista da Porto em 28 de março, 26 de junho, 25 de setembro e 26 de dezembro, respectivamente.
Dividendos são como aluguéis: você recebe uma grana sem precisar se desfazer do ativo. E no caso da Porto, esses pagamentos representam uma fatia considerável dos proventos totais aprovados na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 31 de março: nada menos que 66,44% do total.
Oi vende operação de telefonia fixa por R$ 60 milhões
A saga da Oi continua. A empresa, em sua segunda recuperação judicial desde 2016, vendeu a operação de telefonia fixa para a Método Telecomunicações por R$ 60,1 milhões. A Justiça já homologou a venda, mas a transferência ainda depende do aval da Anatel e do Cade.
A unidade vendida, tecnicamente chamada de UPI Serviços Telefônicos, engloba os ativos do Grupo Oi ligados à telefonia fixa. Segundo a Agência Brasil, a venda garante a continuidade de serviços importantes, principalmente em áreas remotas onde a Oi é a única operadora disponível.
Um ponto importante: a operação de números de emergência (190 da Polícia Militar e 193 do Corpo de Bombeiros) também está inclusa no negócio. Se você ainda usa telefone fixo e mora em uma área atendida pela Oi, fique tranquilo: a princípio, o serviço não será interrompido.
Gás natural nas alturas: Goldman Sachs prevê alta de até 100%
Prepare-se para sentir o impacto no bolso: o mercado global de gás natural está em choque após ataques militares danificarem gravemente instalações de liquefação no Catar, um dos maiores exportadores mundiais de GNL (Gás Natural Liquefeito).
O Goldman Sachs prevê um cenário de aperto na oferta e, consequentemente, disparada nos preços. A instituição financeira estima que, se as interrupções persistirem, os preços do gás natural podem subir entre 50% e 100%.
A situação é especialmente crítica porque os ataques atingiram a Ras Laffan Industrial City, a maior instalação de GNL do mundo, operada pela QatarEnergy. A empresa estima que a restauração completa da capacidade levará de três a cinco anos. É tempo demais para um mercado que já opera no limite.
Impacto para o investidor brasileiro
E o que isso tem a ver com você? Bom, o Brasil importa GNL e usa gás natural para geração de energia. Se o preço do gás sobe lá fora, a tendência é que a conta de luz e o preço do gás de cozinha também subam por aqui. Para o investidor, isso significa ficar de olho em empresas dos setores de energia e utilities, que podem sentir o impacto da alta nos custos.
Além disso, empresas com operações no setor de gás natural podem se beneficiar do aumento dos preços. Mas, como sempre, é importante fazer a sua própria análise e avaliar os riscos antes de tomar qualquer decisão.
O mercado está aberto e as notícias não param. Fique ligado no The Brazil News para acompanhar os próximos capítulos!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.