Bom dia, investidores! A sexta-feira chega com ares de tensão nos mercados globais, e a B3 se prepara para abrir em meio a um cenário de cautela. A temporada de balanços corporativos continua ditando o ritmo, com a Amazon roubando a cena (negativamente) em Wall Street.

Wall Street sob pressão: culpa da Amazon?

Os futuros em Nova York amanheceram no vermelho, com a queda da Amazon exercendo forte pressão sobre o setor de tecnologia. A gigante do varejo online viu suas ações despencarem após a divulgação de seus resultados, o que azedou o humor dos investidores. A empresa até superou as expectativas de receita, com US$ 213,4 bilhões no último trimestre, impulsionada pelas vendas de fim de ano. Mas, como nem tudo são flores, o lucro por ação ficou abaixo do esperado e o anúncio de que pretende investir US$ 200 bilhões em inteligência artificial neste ano gerou receios de que o retorno desse investimento demore a aparecer, segundo noticiou a InfoMoney.

É como se a Amazon tivesse trocado um caminhão de dinheiro por um projeto grandioso, mas arriscado. Aparentemente, o mercado não gostou muito da ideia.

O que esperar de Wall Street hoje?

Os investidores devem seguir de olho nos resultados da Under Armour, que serão divulgados antes da abertura do mercado. Além disso, dados macroeconômicos importantes, como o relatório de empregos não agrícolas (payroll), serão divulgados na próxima semana, devido à paralisação do governo federal, conforme informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho.

  • Dow Jones Futuro: -0,08%
  • S&P 500 Futuro: -0,18%
  • Nasdaq Futuro: -0,39%

Europa já sentiu o baque

Do outro lado do Atlântico, as bolsas europeias já fecharam no vermelho, pressionadas pela manutenção das taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE). A cautela em torno dos balanços corporativos de bancos, como BNP Paribas e BBVA, também contribuiu para o clima de aversão ao risco.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 1,05%. A Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, também sofreu um duro golpe, com suas ações caindo quase 8% em Copenhague, em meio a temores de maior concorrência nos EUA. Já a Shell, gigante do setor de petróleo, viu suas ações caírem após divulgar lucro trimestral abaixo do esperado, reflexo da queda dos preços do petróleo. É um dia para respirar fundo, literalmente.

De olho na Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico também fecharam majoritariamente em baixa, acompanhando as perdas de Wall Street. As ações de empresas farmacêuticas japonesas despencaram após o presidente dos EUA, Donald Trump, lançar um site oferecendo medicamentos com desconto. Uma daquelas notícias que pegam o mercado de surpresa e mostram como a geopolítica pode impactar os investimentos.

E a B3? O que esperar?

Com o cenário internacional carregado de incertezas, a expectativa é de que a B3 abra com cautela. Os investidores estarão de olho nos futuros de Ibovespa, tentando antecipar os movimentos do mercado. A temporada de balanços no Brasil também deve ganhar força nas próximas semanas, e os resultados das empresas brasileiras podem ajudar a equilibrar o humor dos investidores. Mas, por enquanto, o compasso é de espera.

Lembrem-se: investir é como andar de montanha-russa. Tem subidas e descidas, momentos de euforia e de apreensão. O importante é manter a calma, diversificar a carteira e ter uma estratégia de longo prazo. E, claro, acompanhar de perto as notícias do mercado para tomar decisões mais informadas.