Bom dia! São 9h35 de uma quinta-feira, 21 de maio de 2026, e enquanto o mercado da B3 se prepara para abrir as portas em pouco mais de 30 minutos, o clima é de expectativa e atenção redobrada. Depois de uma quarta-feira de respiro e recuperação, o Ibovespa tenta consolidar os ganhos e quem sabe, voltar a flertar com os 180 mil pontos.

O que diz o overnight

Para entender a temperatura de hoje, é preciso olhar para o que aconteceu do outro lado do mundo. Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, impulsionados por um certo otimismo em relação a possíveis avanços nas negociações entre os EUA e o Irã, o que aliviou a pressão sobre o petróleo. Esse sentimento de "risco apétite" se espalhou, e Europa também operou no positivo na maior parte do pregão. Wall Street, que já abriu, acompanha essa onda, buscando estender os ganhos.

Os contratos futuros americanos sinalizam um início positivo para a sessão por lá, embora com uma dose de cautela. A temporada de balanços nos EUA segue repercutindo, com destaque para os números da Walmart que serão divulgados hoje, e que podem dar um termômetro importante para o setor varejista global. Além disso, a ata do Federal Reserve e os resultados da Nvidia, divulgados na noite passada, continuam sendo analisados de perto pelos investidores, que buscam pistas sobre os próximos passos da política monetária americana.

Foco no Brasil: dados e mais dados

Por aqui, a manhã reserva eventos importantes que podem mexer com o mercado. A divulgação dos PMIs (Índices de Gerentes de Compras) da indústria e de serviços em diversas economias, incluindo Estados Unidos, Zona do Euro e Japão, já está no radar. Esses indicadores medem a saúde da atividade econômica, e números melhores que o esperado podem reforçar o otimismo.

No cenário doméstico, acontece a reunião mensal do Conselho Monetário Nacional (CMN) para definir diretrizes importantes para o Sistema Financeiro Nacional. Embora o impacto direto na abertura possa ser limitado, as decisões tomadas ali sempre merecem atenção para o médio e longo prazo. Mais tarde, teremos a divulgação da arrecadação federal de abril às 15h, um dado que pode influenciar a percepção sobre a saúde das contas públicas. Lá fora, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA também são um ponto de atenção, com projeções indicando um número estável em torno de 210 mil pedidos.

Cenário técnico e as ações

Do ponto de vista técnico, o Ibovespa ainda navega em águas que exigem prudência. Após registrar uma forte recuperação na quarta-feira, o índice ainda negocia abaixo das médias móveis importantes, o que mantém um viés pressionado no curto prazo. A superação de regiões de resistência, como os 178.790 pontos, seria um passo crucial para que o índice ganhe fôlego e comece a mirar patamares mais elevados, como os 180 mil pontos, um número psicológico importante.

No pregão de ontem, vimos movimentos interessantes em algumas ações. A CSN Mineração se destacou positivamente, enquanto Petrobras apresentou a maior queda. Movimentos como esses, de ações específicas, mostram que mesmo em dias de recuperação geral, a seletividade é a palavra de ordem para o investidor, buscando maximizar os bons desempenhos.

As expectativas para hoje são de um mercado que tentará sustentar a recuperação, mas a volatilidade deve permanecer como companheira. Acompanhar o fluxo estrangeiro, o comportamento das commodities (especialmente petróleo e minério de ferro) e as sinalizações sobre juros nos EUA serão cruciais para entender a direção que o mercado de ações brasileiro tomará ao longo do dia.

Lembrem-se, o cenário está em constante construção. Nosso papel é analisar os indicadores e o contexto, mas a decisão final sobre onde alocar seus recursos é sempre sua. Fiquem atentos aos próximos desdobramentos!