Depois de um fevereiro animador para o Ibovespa, com alta acumulada, março chega com a missão de consolidar (ou não) esse movimento. E para o investidor, a dúvida é sempre a mesma: onde alocar o capital para buscar os melhores retornos? Bancos e corretoras já divulgaram suas carteiras recomendadas para o mês, com algumas mudanças interessantes. Vamos dar uma olhada no que eles estão de olho.
Safra aposta em Allos e RD Saúde
O Safra promoveu uma reformulação em sua carteira recomendada de ações para março, com a inclusão de RD Saúde (RADL3), Allos (ALOS3), Motiva (MOTV3) e Telefônica Brasil (VIVT3). Deixaram a seleção Aura Minerals (AURA33), Energisa (ENGI11), Localiza (RENT3) e TIM (TIMS3). Apesar das mudanças, o banco mantém uma visão positiva em relação a todas as empresas listadas.
Além das trocas, o Safra aumentou o peso de Bradesco (BBDC4) e diminuiu o de Itaúsa (ITSA4) e Direcional (DIRR4). A justificativa, segundo o banco, é manter o beta da carteira próximo à estabilidade, em 1,05. Em fevereiro, a carteira mensal do Safra superou o Ibovespa, com alta de 8,77% contra 4,09% do índice.
A saída de Aura Minerals, segundo o Safra, foi motivada pela elevação de custos de investimentos (capex) acima do esperado, o que levou à decisão de realizar o lucro.
XP muda o jogo e aposta em Petrobras e Lojas Renner
A XP Investimentos também mexeu suas peças. Após uma alta de 2% em fevereiro, contra 4% do Ibovespa, a corretora realizou três alterações em sua carteira recomendada para março. Movida (MOVI3) deu adeus ao portfólio, após uma forte performance recente, com alta de 48,3% desde a inclusão. No lugar, a XP aumentou a exposição em Petrobras (PETR4), de 5% para 10%, buscando elevar sua exposição ao setor de óleo & gás.
No setor de varejo, a XP trocou Smart Fit (SMFT3) por RD Saúde (RADL3), refletindo a visão de que a empresa de saúde deve se beneficiar da tendência estrutural de medicamentos para diabetes e obesidade. A corretora também trocou Mercado Livre (MELI34) por Lojas Renner (LREN3), apostando na visão construtiva para a varejista de moda.
E os fundos imobiliários?
Para quem busca diversificação em imóveis, o Santander ajustou sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para março, aumentando a alocação em Tellus Properties (TEPP11). Para viabilizar a mudança, o banco cortou marginalmente as posições em Kinea Rendimentos (KNCR11) e Mauá Capital Recebíveis (MCCI11). Segundo o Santander, a redução tem “caráter tático” e visa ampliar a participação dos fundos de tijolo na seleção.
A aposta no TEPP11 se justifica pelo portfólio de escritórios corporativos, que pode se beneficiar da retomada do setor, com redução da vacância e elevação do preço de locação por metro quadrado, o que deve impulsionar os dividendos distribuídos aos cotistas.
O que isso significa para o seu bolso?
Carteiras recomendadas são um ponto de partida interessante para quem busca ideias de investimento. No entanto, é fundamental lembrar que cada investidor tem um perfil e objetivos diferentes. Antes de seguir qualquer recomendação, é crucial analisar os seus próprios critérios, como tolerância ao risco e horizonte de investimento. Além disso, é sempre bom diversificar a carteira, para não colocar todos os ovos na mesma cesta.
E lembre-se: o mercado financeiro é dinâmico e está sempre mudando. O que funciona hoje pode não funcionar amanhã. Por isso, é importante acompanhar de perto os balanços das empresas listadas, as notícias do mercado e as análises dos especialistas. Só assim você poderá tomar decisões de investimento mais informadas e rentáveis.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.