Bom dia, investidor! A semana começa com ares de déjà vu no mercado financeiro: Donald Trump no centro das atenções, e não pelos melhores motivos. A polêmica da vez? A Groenlândia. Sim, aquela ilha gelada que pertence à Dinamarca.
O presidente americano ameaçou impor tarifas sobre importações de oito países europeus (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido) caso não apoiem seus planos de assumir o controle do território. A alegação é que esses países estariam dificultando a 'compra' da Groenlândia pelos Estados Unidos. A partir de 1º de fevereiro, a tarifa seria de 10%, podendo chegar a 25% em junho, caso não haja acordo. A reação europeia, claro, foi imediata, com a França já acenando com retaliações.
Pré-Mercado em alerta máximo
O resultado dessa novela geopolítica? Um balde de água fria no ânimo dos investidores. Os futuros em Nova York amanheceram no vermelho, com o Dow Jones Futuro caindo 0,63%, o S&P 500 Futuro recuando 0,79% e o Nasdaq Futuro despencando 1,13%. É como se o mercado estivesse segurando a respiração antes de um mergulho.
E por aqui? O Ibovespa deve sentir o baque. A expectativa é de abertura em queda, refletindo o pessimismo internacional. Afinal, o Brasil não vive em uma bolha, e o humor global inevitavelmente influencia o nosso mercado. A ver como as blue chips como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) vão reagir a essa turbulência inicial.
Mercado Internacional: Ouro brilha, Dólar cambaleia
Em tempos de incerteza, o ouro volta a brilhar. O metal precioso atingiu um novo patamar recorde, impulsionado pela busca por ativos de proteção. É o clássico porto seguro em meio à tempestade. Já o dólar, que vinha em uma trajetória de alta, perdeu força com a aversão ao risco. A disputa pela Groenlândia aumentou o prêmio de risco, derrubando a moeda americana.
Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em baixa. Os investidores digeriram as ameaças de Trump e dados mistos da China. O PIB chinês superou as expectativas, com crescimento de 4,5% em relação ao ano anterior, mas as vendas no varejo decepcionaram, evidenciando a fragilidade da demanda interna.
O que esperar da B3 hoje?
Além do noticiário internacional, o mercado doméstico também estará de olho em alguns fatores. A primeira pesquisa Focus do ano será divulgada ainda hoje, com as projeções atualizadas para a inflação, o PIB e a Selic. Esses dados são cruciais para calibrar as expectativas em relação ao futuro da economia brasileira.
É importante lembrar que hoje é feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, o que significa que os mercados à vista por lá estarão fechados. Isso pode reduzir a liquidez e aumentar a volatilidade por aqui. É preciso cautela redobrada.
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 também está no radar dos investidores. As empresas começam a divulgar seus resultados, e o mercado estará atento aos números e, principalmente, às perspectivas para 2026. A C&A, por exemplo, deve apresentar seus números nas próximas semanas.
Para ficar de olho...
- Groenlândia: Acompanhe os desdobramentos da crise entre EUA e Europa. Novas declarações de Trump ou dos líderes europeus podem mexer com o mercado.
- Focus: A pesquisa Focus trará um termômetro das expectativas para a economia brasileira. Fique de olho nas projeções para a inflação e a Selic.
- Balanços: A temporada de balanços do quarto trimestre promete. Analise os números das empresas e as perspectivas para 2026.
Em resumo, prepare-se para um dia de cautela e volatilidade. A tensão no cenário internacional e a agenda carregada no front doméstico devem ditar o ritmo do pregão. E lembre-se: diversificação é a chave para navegar em mares turbulentos.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.