Segunda-feira daquelas que a gente olha para o lado e pensa: 'o que mais pode acontecer?'. As bolsas europeias não gostaram nem um pouco das últimas bravatas de Donald Trump e fecharam em queda generalizada. O motivo? A velha (e aparentemente interminável) novela da Groenlândia, com o tempero extra das tarifas americanas.

Trump, tarifas e a Groenlândia: um barril de pólvora?

Para quem perdeu o último capítulo, Trump está ameaçando taxar produtos europeus caso não role um acordo para os EUA “comprarem” a Groenlândia, ilha que pertence à Dinamarca. Sim, você leu certo. A proposta, que já havia causado polêmica no passado, voltou à tona com ainda mais estridência. O índice pan-europeu Stoxx 600, termômetro da saúde das ações no Velho Continente, sentiu o golpe e registrou a maior queda diária em dois meses, fechando em baixa de 1,19%, aos 607,06 pontos, segundo a Exame Invest.

É como se o mercado europeu estivesse andando na corda bamba, e Trump resolvesse dar um empurrãozinho. O resultado? Índices como o FTSE 100 (Londres), DAX (Frankfurt) e CAC 40 (Paris) também fecharam no vermelho, refletindo a aversão ao risco dos investidores.

E o Brasil, com tudo isso?

A pergunta que não quer calar: como essa turbulência lá fora afeta o nosso mercado? Bom, a resposta não é tão simples quanto gostaríamos, mas vamos lá. Em dias de incerteza global, o dólar tende a se fortalecer, o que pode impactar o câmbio por aqui. E um dólar mais alto tem seus prós e contras.

Por um lado, pode impulsionar as exportações brasileiras, já que nossos produtos ficam mais competitivos no mercado internacional. Por outro, encarece as importações e pressiona a inflação, um fantasma que o ministro Haddad tenta manter sob controle. É uma gangorra que exige atenção constante.

Ibovespa: entre Focus, FMI e geopolítica

Enquanto isso, por aqui, o Ibovespa já fechado desde as 17h, digeria as últimas projeções do Boletim Focus e do FMI, que trouxeram revisões nas expectativas para a inflação e a Selic. O mercado também monitorou de perto os destaques do noticiário corporativo. No giro do Money Times, IRB Brasil, Totvs, Cury e Hapvida figuraram entre as maiores altas, enquanto Natura, CSN, Vamos e MRV&Co amargaram as maiores quedas.

O Boletim Focus, como de costume, não trouxe grandes surpresas, mas serviu para dar o tom do dia. A inflação de 2026 foi reajustada de 4,05% para 4,02%, enquanto a Selic para 2028 passou de 9,88% para 10%. Pequenos ajustes que, no entanto, mostram que a trajetória da nossa economia ainda é incerta.

Petróleo e Oriente Médio: a conta que não fecha

Além das tensões entre EUA e Europa, o mercado também acompanha de perto os desdobramentos no Oriente Médio, com as incertezas em torno da produção e oferta de petróleo. É como se tivéssemos várias peças de um quebra-cabeça complexo, e cada uma delas influencia o humor dos investidores.

Para o investidor pessoa física, o conselho é o de sempre: diversificar a carteira e não entrar em pânico com as oscilações do mercado. Afinal, investir é como plantar uma árvore: exige paciência, cuidado e uma boa dose de resiliência. E, claro, acompanhar de perto o noticiário e as análises dos especialistas. Porque, no fim das contas, a informação é a nossa maior aliada.