A Ultrapar (UGPA3), holding por trás de marcas conhecidas como Ipiranga e Ultragaz, ganhou um novo selo de aprovação: o de 'top pick' do BTG Pactual para o setor de óleo e gás. Em outras palavras, o banco colocou a empresa no topo da sua lista de recomendações, com um preço-alvo de R$ 31 – o que representaria uma valorização de quase 40% em relação ao preço atual. Mas o que justifica tanto otimismo com a Ultrapar?

Por que a Ultrapar virou a queridinha do BTG?

Segundo o BTG, a Ultrapar passou por uma espécie de “revitalização”. Uma estratégia mais focada e uma gestão mais ativa do portfólio, impulsionadas por mudanças na estrutura acionária, turbinaram a tese de investimento na companhia. É como se a empresa tivesse passado por uma reestruturação completa, preparando o terreno para um novo ciclo de crescimento.

Os analistas do banco destacam que a Ultrapar tem um portfólio diversificado, com foco em energia (Ipiranga e Ultragaz) e infraestrutura (Hidrovias e Ultracargo). Essa combinação, na visão do BTG, permite que a empresa continue buscando crescimento de forma consistente, de olho no Retorno sobre o Capital Investido (ROIC).

Além disso, a Ultrapar tem se mostrado disciplinada na alocação de capital e atua em setores considerados resilientes – energia, logística e mobilidade. Em tempos de turbulência no mercado, essa característica pode ser um diferencial importante.

Estratégia de 'limpeza' impulsiona otimismo

A Ultrapar vem adotando uma postura mais proativa na gestão de seus ativos. Recentemente, a empresa concluiu a venda da Oxiteno, sua divisão de produtos químicos, para a tailandesa Indorama Ventures. Essa operação, avaliada em US$ 1,3 bilhão, representou um passo importante na estratégia de focar nos negócios de energia e infraestrutura.

Essa “limpeza” no portfólio é vista com bons olhos pelo mercado. Ao se desfazer de ativos que não se encaixam na sua estratégia principal, a Ultrapar demonstra que está disposta a simplificar suas operações e concentrar seus esforços onde vê maior potencial de retorno. É como se a empresa estivesse vendendo um ativo estratégico para investir em áreas com maior potencial de crescimento.

Desafios no horizonte da Ultrapar

Apesar do otimismo do BTG e da estratégia focada, a Ultrapar ainda enfrenta alguns desafios importantes. O mercado de combustíveis, por exemplo, é bastante competitivo e sensível a fatores como a variação do preço do petróleo e a política de preços da Petrobras.

Além disso, a empresa precisa lidar com a crescente demanda por fontes de energia mais limpas e renováveis. A transição energética é uma realidade, e a Ultrapar precisa se adaptar a esse novo cenário para garantir sua relevância no longo prazo.

Outro ponto de atenção é a situação macroeconômica do Brasil. A alta da Selic, a taxa básica de juros, e a incerteza fiscal podem impactar o desempenho da empresa, assim como afetam outras empresas listadas no Ibovespa. Afinal, juros altos tendem a esfriar a economia e reduzir o consumo.

Ultrapar: vale a pena investir?

A decisão de investir ou não na Ultrapar (UGPA3) é sempre sua. A análise do BTG Pactual é um bom ponto de partida, mas é fundamental que você faça sua própria avaliação, considerando seus objetivos e tolerância ao risco. Lembre-se que o mercado financeiro é dinâmico, e o que é bom hoje pode não ser amanhã. Então, mantenha-se informado e tome decisões conscientes.

E uma última dica: antes de investir em qualquer empresa, pesquise, compare e, se precisar, procure a orientação de um profissional. Afinal, o seu dinheiro merece ser tratado com cuidado e atenção.