Sexta-feira chegou e, com ela, um turbilhão de notícias no mercado financeiro. Tem Vale sendo analisada pelo Goldman Sachs, GOL com OPA aprovada e a CBA prestes a mudar de mãos. Vamos direto ao ponto, sem enrolação.
Vale (VALE3) sob os holofotes do Goldman Sachs
A Vale (VALE3) continua no radar dos investidores, e o Goldman Sachs acaba de atualizar suas projeções para a empresa. Após o relatório de produção do 4º trimestre de 2025, o banco americano manteve uma visão otimista, apontando para diversos fatores que podem sustentar a alta das ações. E olha que elas já subiram 21% neste ano, hein?
O Goldman Sachs espera um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de US$ 4,6 bilhões para o 4º trimestre, um pouco acima da estimativa de consenso do mercado. Entre os pontos positivos, o banco destaca:
- Fluxos positivos para o Brasil, impulsionados por um cenário global mais favorável.
- Alocação de capital mais clara da Vale, com foco no retorno de caixa e no crescimento orgânico.
- Desempenho operacional sólido, tanto em minério de ferro quanto em metais básicos.
- Expectativa de preços relativamente resilientes do minério de ferro.
Ainda assim, o banco ressalva que a recente alta das ações da Vale deteriorou um pouco as métricas de avaliação. No momento, a ação negocia a 8% do rendimento do fluxo de caixa livre (FCFy) na projeção do Goldman para 2026, contra o limite de 10% que, historicamente, os investidores consideram.
GOL (GOLL54) se prepara para fechar capital
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acaba de aprovar o registro da oferta pública de aquisição de ações preferenciais (OPA) da GOL (GOLL54). O objetivo? A saída da companhia do Nível 2 de Governança Corporativa da B3 e o fechamento de capital, no contexto da incorporação da GOL e da Gol Investment Brasil pela Gol Linhas Aéreas S.A.
Traduzindo: a GOL vai deixar de ser listada na bolsa. Se você tem ações preferenciais (GOLL54), prepare-se para vendê-las na OPA, que está marcada para 19 de fevereiro. O preço? R$ 11,45 por lote de 1.000 ações, sujeito a ajustes. A empresa ainda fez questão de frisar que o preço da oferta é superior ao valor justo apontado em laudo de avaliação.
CBA (CBAV3) pode ter novo dono e sair da bolsa
A Cia Brasileira de Alumínio (CBA) (CBAV3) está no centro das atenções, com a iminente mudança de controle. Depois de semanas de rumores, parece que a venda está prestes a se concretizar. E os investidores estão de olho: as ações da CBA já subiram bastante com essa história.
Segundo o Seu Dinheiro, o controle da CBA deve sair das mãos do grupo Votorantim e passar para um consórcio formado pela chinesa Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e pela anglo-australiana Rio Tinto. O negócio, estimado em R$ 4,7 bilhões, envolve a compra de 69% da participação da Votorantim na CBA.
Ainda segundo a publicação, a Chalco e a Rio Tinto avaliam fechar o capital da CBA. Ou seja, a empresa pode deixar de ser listada na bolsa, assim como a GOL. Se a aquisição for confirmada, uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) será realizada para comprar as ações dos minoritários.
O que esperar do mercado?
Com tantas notícias corporativas, o mercado financeiro pode ter um dia agitado. Vale lembrar que o Ibovespa segue atento ao cenário externo, com as decisões do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a taxa de juros nos Estados Unidos e os dados da inflação brasileira, que podem influenciar as decisões do Banco Central (BC) sobre a Selic por aqui. E, claro, o câmbio – um importante indicador do sentimento do mercado – também merece atenção.
E aí, investidor, preparado para mais um dia de pregão? Fique de olho nas notícias e tome suas decisões com cautela. E lembre-se: diversificar é sempre a melhor estratégia para proteger seu patrimônio. Bons investimentos!
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.