Se você era cliente do Will Bank, a notícia da liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central nesta quarta-feira (21) pode ter soado como um balde de água fria. Mas antes de entrar em pânico e repensar suas estratégias de investimento para 2026, vamos entender o que isso significa na prática e como proteger sua carteira de investimentos.

A liquidação do Will Bank, que já vinha operando sob um regime especial desde a liquidação do Banco Master em novembro de 2025, impacta diretamente quem tinha dinheiro investido em CDBs, contas correntes ou outros produtos financeiros da instituição. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o dinheiro está protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O que acontece com meu dinheiro no Will Bank?

A primeira coisa que você precisa saber é: seu dinheiro não evaporou. A liquidação, na prática, significa que o banco não pode mais operar e o processo de pagamento aos credores será iniciado. E é aí que entra o FGC.

O FGC garante depósitos à vista, poupança e CDBs até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada instituição financeira. Ou seja, se você tinha até R$ 250 mil investidos no Will Bank, o FGC irá te ressarcir. Como explica a advogada Daniela Poli Vlavianos, sócia do Poli Advogados e Associados, em entrevista à InfoMoney, a liquidação muda radicalmente a forma de acesso ao dinheiro, mas não significa a perda automática dele.

Como o FGC vai me pagar?

Após a decretação da liquidação, o FGC inicia um procedimento operacional para identificar e listar todos os credores do Will Bank. Segundo André Franco, CEO da Boost Research, também em declaração à InfoMoney, os investimentos ficam congelados e a rentabilidade é travada nesse momento. O FGC costuma efetuar os pagamentos em cerca de 30 dias úteis após a listagem dos credores.

A estimativa inicial é que o acionamento da garantia custe cerca de R$ 6,3 bilhões ao FGC, com base em dados de novembro de 2025, conforme reportado pelo Seu Dinheiro. Este valor se soma aos cerca de R$ 40,6 bilhões que o fundo deve desembolsar para investidores do Banco Master, elevando o impacto total potencial para perto de R$ 50 bilhões.

E se eu tinha mais de R$ 250 mil?

Se você tinha um valor superior a R$ 250 mil investidos no Will Bank, a situação é um pouco mais complexa. O valor excedente entra na chamada massa liquidanda e só poderá ser recuperado se houver recursos suficientes após a venda dos ativos do banco, seguindo a ordem legal de pagamento. Ou seja, a recuperação desse valor não é garantida e pode demorar.

Lições para o futuro e oportunidades em 2026

A liquidação do Will Bank serve como um lembrete importante sobre a importância da diversificação e da análise criteriosa das instituições financeiras onde você investe seu dinheiro. É como diz o ditado: não coloque todos os ovos na mesma cesta.

Para 2026, com a expectativa de juros menores e um cenário econômico em recuperação, é hora de repensar suas estratégias de investimento. A diversificação continua sendo a palavra-chave, mas vale a pena explorar outras opções além da renda fixa, como ações com potencial de valorização e fundos multimercado.

E lembre-se: antes de investir, pesquise, compare e entenda os riscos envolvidos. Afinal, o futuro da sua carteira de investimentos está nas suas mãos. E se precisar de ajuda, procure um profissional qualificado para te orientar.

Apesar do susto, a liquidação do Will Bank não precisa ser o fim da linha para seus investimentos. Com informação e planejamento, você pode transformar esse revés em aprendizado e construir um futuro financeiro mais sólido e próspero. E, quem sabe, até encontrar boas oportunidades em meio ao caos – como dizem, é na crise que se descobrem os grandes negócios. Mas, claro, com a devida cautela e análise!