Jair Bolsonaro está de volta ao radar eletrônico. Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente voltou a usar tornozeleira eletrônica nesta quarta-feira. A medida restringe a movimentação de Bolsonaro ao condomínio Solar de Brasília e aumenta o número de pessoas monitoradas no Distrito Federal.
Por que a tornozeleira?
A decisão de Moraes acontece no âmbito das investigações sobre atos de vandalismo e questionamentos sobre as eleições de 2022. O uso da tornozeleira é uma das condições para que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar.
É importante lembrar que essa não é a primeira vez que o ex-presidente usa o dispositivo. Em julho de 2025, Bolsonaro já havia sido monitorado eletronicamente, mas, segundo ele próprio, danificou a tornozeleira com um ferro quente. O episódio gerou polêmica e questionamentos sobre a efetividade da medida.
Como funciona o monitoramento?
A tornozeleira eletrônica pesa cerca de 130 gramas e é equipada com GPS e modem, transmitindo dados via celular. Ela permite que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF) acompanhe os passos de Bolsonaro em tempo real, dentro da área delimitada pela Justiça. Qualquer violação das regras – como sair da área permitida – é imediatamente comunicada às autoridades.
Para o cidadão comum, o monitoramento de Bolsonaro serve como um lembrete de que a Justiça está atenta. É como se fosse um sinal de que as instituições estão funcionando, mesmo quando se trata de figuras públicas de alto escalão.
Mais gente no radar
O retorno de Bolsonaro ao sistema de monitoramento eletrônico acontece em um momento de expansão dessa prática no Distrito Federal. Segundo o G1, a Seape-DF monitora atualmente 1.735 pessoas com tornozeleiras eletrônicas. Em julho de 2025, quando Bolsonaro usou o dispositivo pela primeira vez, eram 1.514 detentos monitorados. Em menos de um ano, o número cresceu 14,6%.
Esse aumento reflete uma tendência de uso crescente da tecnologia para monitorar suspeitos e condenados em regime semiaberto ou prisão domiciliar. A ideia é desafogar o sistema prisional e reduzir a reincidência, permitindo que o indivíduo cumpra a pena fora da cadeia, mas sob vigilância constante.
No entanto, o monitoramento eletrônico não é isento de críticas. Alguns especialistas questionam sua efetividade, argumentando que o dispositivo não impede a prática de novos crimes e pode ser burlado com relativa facilidade.
O impacto no dia a dia
A decisão do STF de determinar o uso da tornozeleira por Bolsonaro tem um impacto simbólico importante. Ela reforça a ideia de que ninguém está acima da lei, nem mesmo um ex-presidente da República. Além disso, o caso serve como um termômetro para medir a temperatura da relação entre os Poderes e o grau de tensão política no país.
Para o cidadão, o episódio pode gerar um misto de sentimentos. Há quem veja a medida como um ato de justiça e um sinal de que as instituições estão funcionando. Outros podem interpretá-la como mais um capítulo da polarização política que divide o país. De qualquer forma, o caso Bolsonaro serve como um lembrete constante de que a política está sempre presente em nossas vidas, moldando o presente e influenciando o futuro.
E, por falar em futuro, o monitoramento de Bolsonaro com tornozeleira eletrônica deve continuar sendo um tema de debate e acompanhamento nos próximos meses. Resta saber se o ex-presidente irá cumprir as regras estabelecidas pela Justiça e qual será o impacto dessa medida em sua imagem e em suas articulações políticas. Afinal, mesmo sob vigilância eletrônica, Bolsonaro continua sendo uma figura central no cenário político brasileiro.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.