O ano de 2026 já está batendo à porta, e com ele, a movimentação característica do período eleitoral. Em Brasília, o clima é de atenção redobrada, com as instituições buscando blindar o processo democrático de influências indevidas. E, claro, as pesquisas eleitorais começam a dar o tom do que podemos esperar.

AGU na mira das condutas vedadas

A Advocacia-Geral da União (AGU) lançou uma cartilha com orientações para agentes públicos, buscando coibir práticas que possam comprometer a lisura das eleições. A medida mira, principalmente, o uso da máquina pública para fins eleitorais e a disseminação de notícias falsas – as famosas fake news. A AGU quer evitar que bens, serviços e eventos oficiais sejam transformados em palanques eleitorais. Servidores que desrespeitarem as regras podem ser enquadrados por abuso de poder político e econômico.

Numa eleição cada vez mais digital, a cartilha da AGU também dedica um capítulo à desinformação. A disseminação de notícias falsas, discursos de ódio e ataques pessoais nas redes sociais é expressamente vedada. A regra vale (VALE3) para todos os agentes públicos, que devem zelar pela legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, como manda a Constituição. É como se a AGU estivesse dizendo: usem as redes sociais com responsabilidade, porque o que vocês fazem online também tem consequências no mundo real.

Flávio Bolsonaro x Lula em São Paulo: o jogo começou?

Enquanto a AGU tenta colocar ordem na casa, o Paraná Pesquisas divulgou um levantamento que mostra um cenário interessante em São Paulo. Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 48,1% das intenções de voto, contra 40,3% de Lula. A diferença é considerável, mas é preciso cautela na análise. A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 14 de abril e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais.

No primeiro turno, o cenário é de empate técnico, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente, com 39,3%, seguido por Lula com 36%. Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) aparecem bem atrás, com menos de 3% cada um. É importante lembrar que pesquisa é um retrato do momento e que muita água ainda vai rolar até outubro de 2026.

O fator São Paulo e o peso do eleitorado

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e, historicamente, palco de disputas acirradas. O resultado no estado costuma ser um termômetro importante para o resultado final da eleição. Em 2022, por exemplo, a votação em São Paulo refletiu o resultado nacional, com Lula vencendo Bolsonaro por uma pequena margem. Por isso, os olhos de todos os partidos e candidatos estão voltados para o estado.

Os bastidores e as articulações

Nos bastidores do Congresso Nacional, a movimentação é intensa. Partidos negociam alianças, buscam nomes para compor as chapas e definem as estratégias para a campanha. A aprovação de medidas como a MP do Frete, que ainda gera debates e resistência em alguns setores, também pode ter impacto no cenário eleitoral. Afinal, a política é como um jogo de xadrez: cada movimento tem uma consequência, e é preciso estar atento para não ser pego de surpresa.

O deputado Zé Trovão, figura conhecida no meio político, também tem se articulado visando as eleições. O parlamentar tem buscado fortalecer sua base e ampliar sua influência no Congresso. Assim como ele, outros nomes do cenário político nacional estão se movimentando, buscando espaço e visibilidade para 2026.

O que esperar da semana?

A semana que se inicia promete ser agitada em Brasília. O Congresso deve retomar a discussão de pautas importantes para a economia e para o país. Além disso, as articulações políticas devem se intensificar, com os partidos buscando consolidar suas alianças e definir seus rumos para as eleições. Resta saber quem saberá jogar o jogo da política com mais inteligência e estratégia. Uma coisa é certa: 2026 promete ser um ano de muitas emoções e reviravoltas.