A boa notícia para milhões de brasileiros chega com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O Conselho Curador do FGTS deve aprovar, já na próxima terça-feira (28 de julho), a liberação de R$ 13,04 bilhões do lucro obtido pelo Fundo em 2025. A quantia será distribuída entre 138,2 milhões de trabalhadores que possuíam saldo em conta vinculada no ano passado.

Aporte nas contas: quem ganha e quanto?

A decisão, que formaliza o repasse, ocorrerá em reunião do Conselho Curador, colegiado que reúne representantes do governo federal, do setor patronal e dos trabalhadores. A expectativa é que os valores estejam disponíveis nas contas individuais até o dia 31 de agosto deste ano. A consulta para saber se você foi contemplado e o montante exato a ser creditado poderá ser feita pelo aplicativo do FGTS ou no site da Caixa Econômica Federal.

No ano passado, o FGTS registrou um lucro líquido de aproximadamente R$ 14,6 bilhões. A proposta em pauta prevê a distribuição de 89% desse resultado positivo, o que se traduz em um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, calculado de forma proporcional ao saldo individual. Na prática, para quem tinha R$ 1.000 na conta, por exemplo, o crédito será de R$ 18,68. Parece pouco, mas multiplicado por milhões de trabalhadores, o impacto é significativo.

Rentabilidade do FGTS supera a inflação

Com a distribuição deste lucro, a rentabilidade total das contas do FGTS em 2025 deve alcançar 6,90%. O ponto crucial aqui é que esse rendimento representa um ganho real de 2,53 pontos percentuais acima da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou em 4,26% em 2025. Esse percentual positivo ajuda a preservar o poder de compra do dinheiro guardado no Fundo.

Não é a primeira vez que o Conselho Curador opta por distribuir parte do lucro do FGTS. Em 2023, um montante semelhante já havia sido liberado, sinalizando uma política que busca devolver aos trabalhadores uma parcela dos resultados positivos do Fundo. A liberação de recursos em momentos de necessidade, como a recente causada por calamidades em algumas regiões do país, já é um mecanismo conhecido, mas a distribuição do lucro anual funciona como um bônus, um ganho extra.

Um alívio para o bolso e a economia

A injeção de mais de R$ 13 bilhões na economia pode ter um efeito cascata positivo. Para o trabalhador, o valor extra pode significar um fôlego para despesas inesperadas, um pequeno investimento ou até mesmo reforçar o orçamento mensal. Em termos macroeconômicos, esse montante circulando tende a estimular o consumo, especialmente em setores como varejo e serviços, impactando positivamente a atividade econômica em um período onde a cautela ainda predomina em muitos lares brasileiros.

Na minha leitura, a liberação desse lucro, apesar de parecer pequena para alguns em termos individuais, reforça a importância de manter o FGTS como um mecanismo de proteção social e, quando possível, de recompensa ao trabalhador. É um respiro financeiro que, somado a outras iniciativas governamentais, pode ajudar a impulsionar o poder de compra, um dos pilares para a retomada sustentada da economia.

Quem acompanha o vai e vem das decisões em Brasília sabe que pautas econômicas que afetam milhões de pessoas como o FGTS costumam gerar atenção. A aprovação em reunião do Conselho Curador é o passo mais importante, mas o processo de crédito efetivo até o fim de agosto exigirá acompanhamento por parte dos trabalhadores para garantir que o valor seja devidamente creditado em suas contas.