O governo Lula completou mais um trimestre com um cenário de popularidade instável como uma gangorra: a aprovação sobe um pouco, mas a rejeição se mantém alta. Pesquisas recentes mostram que, embora a avaliação positiva tenha tido um leve aumento, a resistência ao nome do presidente ainda é um fator de peso a ser considerado.

Aprovação X Rejeição: O que dizem os números?

Uma pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta semana mostra que a avaliação negativa do governo Lula se manteve estável em 40%, enquanto a avaliação positiva (considerado "ótimo ou bom") subiu 3 pontos percentuais, chegando a 33%. Aqueles que avaliam o governo como regular somam 24%.

Já um levantamento da Meio/Ideia revela que Lula tem a maior rejeição entre os nomes cotados para a Presidência, com 43,6% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 34,5% de rejeição.

Em termos práticos, o que esses números significam? Que o governo Lula ainda enfrenta uma barreira considerável de eleitores que, por diferentes motivos, não o apoiam. E essa rejeição pode dificultar a aprovação de projetos importantes no Congresso e, claro, complicar a busca por um novo mandato em 2026.

O Nordeste ainda é o porto seguro de Lula?

Os dados da Ipsos-Ipec também apontam que os melhores índices de aprovação do governo Lula estão entre os mais pobres, os moradores do Nordeste e pessoas com mais de 60 anos. O Nordeste, em particular, sempre foi um reduto eleitoral importante para o PT, e parece que continua sendo. A região tem forte dependência de programas sociais, o que ajuda a impulsionar a aprovação do governo.

A indicação de Zanin ao STF e o impacto na popularidade

A indicação do advogado Cristiano Zanin ao STF no ano passado ainda gera debates. Para alguns, a escolha foi vista como uma jogada estratégica para blindar o governo de possíveis decisões desfavoráveis na Corte. Para outros, foi uma decisão técnica, baseada na competência e experiência do indicado. Seja como for, a indicação certamente teve impacto na opinião pública, tanto positiva quanto negativamente. Afinal, o STF é como o epicentro da política nacional: qualquer decisão ali reverbera por todo o cenário.

O que esperar daqui para frente?

O cenário político brasileiro é dinâmico, e as pesquisas de opinião são apenas um retrato do momento. A tendência é que os números mudem ao longo dos próximos anos, conforme o governo apresentar (ou não) resultados concretos e as eleições de 2026 se aproximarem. Até lá, muita água vai rolar debaixo da ponte.

Para analistas, o governo precisa mostrar a que veio. A aprovação de reformas estruturantes, como a tributária, e o controle da inflação são considerados cruciais para melhorar a avaliação do governo e diminuir a rejeição ao presidente. Se a economia der sinais de melhora e o governo conseguir entregar resultados palpáveis para a população, a tendência é que a popularidade de Lula aumente.

E o que isso significa para o cidadão comum? Que a política, no fim das contas, afeta diretamente o seu bolso. A aprovação ou rejeição de um governo pode influenciar a aprovação de leis que afetam impostos, serviços públicos, programas sociais e, claro, o custo de vida. Por isso, é importante ficar de olho nas pesquisas, nos debates e nas decisões políticas, para entender como elas podem impactar o seu dia a dia.

Como já dizia um velho ditado: política é como sombra, acompanha você aonde quer que vá.