A lua de mel do governo Lula parece ter acabado. Pesquisas recentes mostram que a aprovação do presidente está em queda, enquanto a avaliação negativa ganha terreno. E, no cenário eleitoral, um nome da oposição começa a incomodar: Flávio Bolsonaro.
Desaprovação em alta, economia em baixa
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana aponta que a avaliação negativa do governo Lula chegou a 43%, um salto em relação aos 39% de fevereiro. A aprovação, por outro lado, caiu de 33% para 31%. Essa diferença, que era de 6 pontos percentuais no mês passado, dobrou, chegando a 12.
E não é só a popularidade do governo que está em baixa. A percepção dos brasileiros sobre a economia também piorou. Uma pesquisa Datafolha revelou que 46% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, enquanto apenas 24% veem melhora.
Para o cidadão comum, isso se traduz em mais dificuldades no dia a dia. Com a inflação ainda alta, o poder de compra diminui, e fica mais difícil pagar as contas e manter o padrão de vida. Além disso, a insegurança econômica pode levar ao adiamento de planos e investimentos, afetando o bem-estar e a qualidade de vida.
Gastos e inflação são os principais problemas
Uma pesquisa Ipsos-Ipec detalha quais são os pontos fracos do governo na visão dos brasileiros. As áreas mais mal avaliadas são o controle e corte de gastos públicos (51% de avaliação ruim ou péssima) e o combate à inflação (50%). Mesmo em áreas como educação e combate à fome, onde a avaliação positiva é maior, a percepção negativa ainda prevalece.
Flávio Bolsonaro encosta em Lula
No cenário eleitoral, a pesquisa Genial/Quaest traz outro dado importante: em uma simulação de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados, com 41% das intenções de voto cada um. Em fevereiro, Lula tinha 43% contra 38% de Bolsonaro.
Essa aproximação de Flávio Bolsonaro é um sinal de alerta para o governo. O senador parece estar capitalizando o descontentamento de parte da população com a situação econômica e com o desempenho do governo. A polarização política, que tem marcado o cenário brasileiro nos últimos anos, também pode estar impulsionando a candidatura de Bolsonaro.
É importante lembrar que, a mais de um ano das eleições, o cenário ainda é muito incerto. Mas os números mostram que a disputa promete ser acirrada, e que o governo Lula terá que trabalhar duro para reconquistar a confiança dos eleitores.
O 8 de janeiro e suas consequências
Um dos fatores que podem estar contribuindo para a queda na aprovação do governo é a forma como o Planalto lidou com os eventos do 8 de janeiro. A invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília ainda geram muita controvérsia e questionamentos. A lentidão nas investigações, a polêmica sobre a atuação da PMDF e as acusações de omissão por parte de autoridades do governo são temas que seguem alimentando a desconfiança de parte da população.
As prisões de envolvidos nos atos golpistas, incluindo policiais militares, também geraram debates acalorados. Para alguns, as prisões são uma demonstração de que a Justiça está agindo para punir os responsáveis pelos ataques à democracia. Para outros, as prisões são arbitrárias e representam uma perseguição política.
O desenrolar das investigações e os julgamentos dos acusados serão acompanhados de perto pela sociedade e terão um impacto importante no cenário político. A forma como o governo lidará com essa questão poderá influenciar a sua popularidade e as suas chances de se manter no poder nas próximas eleições.
No fim das contas, a política é como um jogo de tabuleiro complexo, onde cada movimento tem suas consequências. A queda na aprovação do governo Lula e a ascensão de Flávio Bolsonaro são apenas os movimentos mais recentes desse jogo, e ainda há muitas rodadas pela frente.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.