A conta para viajar de avião pode ficar mais leve. O governo federal está avaliando zerar os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV). A ideia é que, com o principal combustível das aeronaves mais barato, as companhias aéreas consigam reduzir o valor das passagens.
O plano para voos mais acessíveis
A proposta, confirmada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, à GloboNews, surge em um momento de preocupação com o aumento dos preços das passagens. Especialistas apontam que a alta do QAV pode elevar os custos em até 20%. Para o governo, a isenção fiscal é uma forma de dar um respiro ao setor e evitar que o peso extra recaia sobre o bolso do consumidor.
Mas não é só isso. O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou um pacote completo ao Ministério da Fazenda, buscando soluções para o problema. Além da isenção do PIS/Cofins, o pacote inclui:
- Linhas de crédito: O governo quer criar linhas de crédito facilitadas para as empresas aéreas, com recursos do Tesouro Nacional. A ideia é que o Banco do Brasil (BBSE3) opere essa linha, permitindo que as companhias acessem até R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até o final do ano.
- Adiamento de tarifas: Outra medida em estudo é a postergação do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira (FAB). Essa taxa é cobrada pelo uso dos serviços de controle do espaço aéreo. A negociação está sendo feita diretamente entre a FAB e o Ministério da Fazenda.
Como isso afeta você?
Se as medidas forem implementadas, a expectativa é que as passagens aéreas fiquem mais baratas. Para quem viaja com frequência, seja a trabalho ou a lazer, a diferença no preço pode ser significativa. Além disso, um setor aéreo mais forte e acessível pode impulsionar o turismo e a economia como um todo, gerando empregos e renda.
É como se o governo estivesse tentando dar um empurrãozinho para as empresas aéreas, aliviando a pressão dos custos e criando um ambiente mais favorável para a competição e para a oferta de passagens a preços mais competitivos.
Palmeiras turbinado com patrocínio chinês
Enquanto o governo busca alternativas para baratear as passagens aéreas, outro setor da economia também recebe um impulso financeiro. O Palmeiras anunciou um contrato de patrocínio com a Leapmotor, montadora chinesa de veículos elétricos. A marca estampará a parte de trás da camisa do time, tanto no masculino quanto no feminino, e nas categorias de base, até março de 2028.
O acordo pode render até R$ 30 milhões por temporada ao clube paulista. Desse total, R$ 20 milhões são fixos, enquanto R$ 10 milhões adicionais podem ser investidos por meio de projetos via Lei de Incentivo ao Esporte.
Dinheiro no esporte, impacto na economia
O patrocínio da Leapmotor ao Palmeiras não é apenas uma injeção de dinheiro no clube. Ele representa um movimento de empresas estrangeiras, especialmente chinesas, investindo no mercado brasileiro. Esse tipo de investimento pode gerar empregos, movimentar a economia e fortalecer o setor esportivo. A estreia da marca no uniforme palmeirense será já nesta quarta-feira (8), no jogo contra o Junior Barranquilla, na Colômbia, pela Copa Libertadores da América.
O patrocínio substitui a Fictor, empresa brasileira que rescindiu o contrato com o Palmeiras no início de fevereiro, após pedir recuperação judicial e se envolver no caso Master, no qual o clube figura como credor.
Em resumo, a semana começa com notícias que podem impactar diretamente o bolso do brasileiro, seja na hora de comprar uma passagem aérea ou ao acompanhar seu time de coração. Resta acompanhar de perto os desdobramentos dessas medidas e seus efeitos práticos.
Disclaimer: Este artigo tem fins informativos e não constitui recomendação de investimento. Cada investidor deve realizar sua própria análise e consultar um profissional qualificado antes de tomar qualquer decisão.