Atenção à fatura! A conta de luz deve subir, em média, 8% em 2026. A notícia não é boa, já que a projeção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indica que esse aumento vai superar a inflação esperada para o período. Em outras palavras, o seu dinheiro vai valer menos na hora de pagar a energia elétrica.

Por que a conta vai ficar mais cara?

O principal vilão desse aumento é um velho conhecido: a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Essa conta é um fundo que banca diversas políticas públicas do setor elétrico, como subsídios e programas sociais. Só que, no fim das contas, quem paga a conta (com o perdão do trocadilho) é o consumidor.

Para 2026, o orçamento previsto para a CDE é de R$ 52,7 bilhões, dos quais R$ 47,8 bilhões sairão diretamente do bolso dos consumidores. Segundo projeções da Aneel, esse aumento da CDE pode gerar um impacto de até 4,6% nas tarifas. É como se uma parte da sua conta de luz fosse destinada exclusivamente a financiar o setor elétrico.

Além da CDE, outros fatores também contribuem para a alta. A expectativa é de que as condições hidrológicas sejam menos favoráveis, o que deve aumentar o uso de usinas termelétricas, que são mais caras. Também pesam no bolso do consumidor os encargos setoriais e o aumento nas receitas das empresas de transmissão.

Um alívio no horizonte?

Nem tudo está perdido. Alguns fatores podem ajudar a conter o aumento da tarifa. A devolução de créditos de PIS/Cofins e a estabilidade da tarifa de Itaipu são exemplos disso. Além disso, recursos pagos por geradoras podem reduzir as tarifas no Norte e Nordeste e, assim, aliviar o impacto no restante do país.

Segundo o Poder360, o resultado final das tarifas vai depender da implementação de medidas em discussão, especialmente da destinação dos recursos do UBP.

Como isso afeta o seu dia a dia?

O aumento da conta de luz vai além de um simples número na fatura. Ele impacta diretamente o seu poder de compra. Com a energia mais cara, sobra menos dinheiro para outras despesas, como alimentação, transporte e lazer.

Para as empresas, o aumento da energia também é um problema. Ele eleva os custos de produção, o que pode levar ao aumento dos preços dos produtos e serviços. No fim das contas, quem paga essa conta é o consumidor, que vê o seu poder de compra diminuir ainda mais.

Além disso, o aumento da conta de luz pode afetar a inflação. A energia é um insumo básico para diversos setores da economia, e o aumento do seu preço pode se espalhar por toda a cadeia produtiva, elevando os preços de outros produtos e serviços.

O que você pode fazer?

Diante desse cenário, é importante ficar de olho no consumo de energia e adotar medidas para economizar. Pequenas mudanças de hábito, como desligar as luzes ao sair de um ambiente, evitar o uso excessivo do ar-condicionado e utilizar lâmpadas LED, podem fazer a diferença no final do mês.

Outra opção é investir em fontes de energia renovável, como painéis solares. Apesar do investimento inicial, a energia solar pode gerar uma economia significativa na conta de luz a longo prazo, além de ser uma opção mais sustentável.

Enquanto isso, no Congresso Nacional, discute-se alternativas para tentar frear esses aumentos. Resta saber se as medidas em análise serão suficientes para aliviar o bolso do consumidor e garantir um futuro mais sustentável para o setor elétrico.