Bom dia, investidor! Quinta-feira, 4 de junho de 2026, e a B3 ainda não abriu suas portas, mas os ânimos no mercado já estão acendidos. Enquanto esperamos o pregão começar às 10h, o cenário internacional é o prato principal que tem alimentado as expectativas para o dia.

O overnight não foi dos mais tranquilos. A aversão a risco global ganhou força ontem, impulsionada por dois fatores que, juntos, parecem ter deixado os investidores um tanto apreensivos: a escalada das tensões no Oriente Médio e a nova rodada de ameaças tarifárias vindas dos Estados Unidos. Esse coquetel tem um ingrediente perigoso para o mercado brasileiro: a expectativa de juros globais mais altos por mais tempo, o que nunca é bom para a bolsa.

O que esperar para o dia?

Olhando para os futuros, a leitura aponta para uma abertura em tom de cautela. O mercado internacional, que já operou, deu sinais mistos. Na Ásia, por exemplo, os mercados fecharam com quedas expressivas, refletindo esse clima de incerteza. Já na Europa, o cenário é de atenção, com os índices operando com viés de baixa antes da abertura de Wall Street.

Por aqui, o reflexo dessas tensões já foi sentido na quarta-feira. O Ibovespa, nosso principal índice, sentiu o baque e despencou mais de 2%, mostrando como o Brasil reage a esses choques externos. O Dólar, por sua vez, se fortaleceu e voltou a flertar com os R$ 5,07, evidenciando a busca por segurança em momentos de instabilidade.

Tarifas de Trump: Mais um nó na garganta?

E para complicar ainda mais o cenário, a recente ameaça tarifária do governo Trump adiciona uma camada extra de incerteza. A proposta de uma nova taxa de 12,5% sobre importações brasileiras, somada a outras já anunciadas, pode criar barreiras comerciais e afetar empresas exportadoras. Essa medida, caso confirmada, pode gerar uma nova onda de cautela no pré-mercado.

É como se estivéssemos tentando surfar em uma onda, mas de repente o mar fica revolto. Essa instabilidade externa e as novas ameaças comerciais impactam diretamente a confiança do investidor brasileiro, que agora precisa recalibrar suas expectativas para o desempenho da bolsa e a trajetória do câmbio.

Em suma, a quinta-feira se anuncia com um pano de fundo de risco geopolítico e preocupações com novas tarifas. Os investidores estarão de olho nas movimentações em Wall Street para buscar alguma direção, mas a cautela deve predominar nas primeiras horas de negociação na B3. Vamos acompanhar de perto como o mercado absorverá essas notícias e quais serão os próximos movimentos.