Bom dia, investidor! O relógio marca 09:16 de uma terça-feira, 30 de junho de 2026, e a B3 ainda respira no pré-mercado. Enquanto o Ibovespa se prepara para dar o ar da graça às 10h, o cenário internacional já nos dá alguns indícios do que esperar.

Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta. Uma recuperação das ações de tecnologia em Nova York na sessão de ontem parece ter contagiado os mercados por lá, com o Kospi sul-coreano avançando 0,97% e o Nikkei japonês subindo 0,86%. Um respiro bem-vindo após dias de incertezas. A Europa, por sua vez, ensaia uma recuperação, refletindo esse otimismo. Em Wall Street, os futuros apontam para uma abertura mista, mas com viés positivo, após um dia em que o Ibovespa, ironicamente, fechou em leve queda, destoando do ânimo lá fora. É aquela história: enquanto o mundo acende, a gente às vezes fica para trás. Lembra em 2022, quando um comunicado do Copom, que parecia indicar uma direção, na verdade sinalizava outra totalmente diferente? Essa ocorrência é um padrão que demonstra a cautela em dias de dados importantes, algo que quem acompanha o mercado há tempos já viu se repetir.

Por aqui, os olhos se voltam para os dados fiscais e o mercado de trabalho. O Brasil divulga a balança orçamentária e o Caged, além de acompanhar o PIB do Reino Unido e o PPI nos EUA. São informações cruciais que moldarão o humor dos investidores nas próximas horas. O mercado de trabalho é um indicador crucial da saúde da economia, e o relatório Jolts nos Estados Unidos também é um dos destaques que merecem atenção.

Na minha leitura, o movimento de ontem do Ibovespa, apesar de levemente negativo, foi muito influenciado pela baixa liquidez do pregão devido ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O volume financeiro, que somou R$ 13,9 bilhões, foi cerca de metade do giro registrado em um dia típico. Isso significa que o resultado de hoje pode ser um termômetro mais fiel das reais expectativas do mercado. O dólar, que encerrou a segunda-feira a R$ 5,17, também merece atenção. Acompanhamos de perto se essa estabilidade, ou leve alta, se mantém ou se os dados do dia trarão alguma volatilidade extra.

O cenário político também não sai de cena. Pesquisas eleitorais, como a divulgada pelo BTG Pactual/Nexus, que mostram um cenário apertado para o segundo turno, adicionam uma camada de incerteza que os investidores sempre levam em consideração. Essa dança entre dados econômicos, cenário internacional e o rumo político é o que faz o mercado financeiro brasileiro ser tão dinâmico – e, por vezes, imprevisível.

Hoje, o que mais me chama a atenção é a capacidade do mercado de precificar as expectativas. Com os juros mantidos em 14% para o fim de 2026 no Boletim Focus, o cenário para a taxa Selic parece estar mais definido, mas a inflação, com a mediana para o IPCA em 5,33% para 2026, ainda exige cautela. É como tentar andar em uma ponte que ainda está em construção: a base parece sólida, mas sempre há detalhes a serem observados de perto.

No geral, o pré-mercado sinaliza um dia de atenção e monitoramento. Os investidores estão prontos para analisar os novos dados e ajustar suas posições. A expectativa é por um pregão mais líquido e com direções mais claras após a performance contida de ontem.